quinta-feira , 27 julho 2017
Tati Morais

Secretário de Saúde teria sido ameaçado por e-mail

O e-mail era assinado, supostamente, pelo pai de uma vítima, que motivou a CPI dos Transplantes.


O secretário Municipal de Saúde, Carlos Mosconi, acionou a Polícia Militar após receber um e-mail com ameaças. Segundo o registro policial, o conteúdo era assinado pelo pai de uma das supostas vítimas de remoção irregular de órgãos, que motivou a abertura da CPI dos Transplantes. Porém, o médico nunca foi réu em nenhum dos casos suspeitos.

Mosconi registrou o boletim de ocorrência por se sentir ameaçado.

O caso foi registrado nesta segunda-feira (10), quando uma viatura policial foi até a sede da Secretaria, onde o Mosconi disse ter sido vítima de ameaça. Ele relatou ter recebido um e-mail no endereço eletrônico da Secretaria com os seguintes dizeres: “Conseguiu anular mais uma sentença de tráfico de órgãos. A vingança é um prato que se come gelado sobre a mesa. Eu ainda tenho 49 anos. Tenho muito tempo pela frente, e você? Abraços”.

A assinatura do e-mail é de Paulo Pavesi, pai de Paulo Veronesi Pavesi, que morreu após cair de uma altura de mais de 10 metros e motivou as discussões sobre as supostas irregularidades na MG Sul Transplantes em Poços de Caldas. Foi a partir disso que se instaurou uma CPI para a apuração dos casos, houve o cancelamento dos transplantes na cidade e os processos seguem na justiça. É importante destacar que a origem do e-mail ainda precisa ser verificada e se realmente foi Paulo Pavesi quem encaminhou tal mensagem.

O e-mail faz referência a uma sentença de condenação anulada recentemente, quando quatro médicos tiveram seus processos devolvidos a primeira instância para serem julgados por crime contra vida e não apenas por remoção de órgãos em pessoa vida, do chamado Caso Cinco, que teria vitimado Paulo Lourenço Alves.

Ainda de acordo com o que o secretário contou para a polícia, ele se sentiu ameaçado e não é a primeira vez que recebe mensagens deste tipo do mesmo destinatário.

App Poços Já

2 Comentários

  1. Fui eu mesmo que enviei o e-mail. E repito cada palavra do que eu escrevi. Se as leis não valem para quem matou meu filho, não valerão contra mim. É uma questão de cidadania. Somos todos iguais perante a lei. A vingança é um prato que se come gelado sim. E no momento certo vou saborea-lo. Os processos estão recheados de provas. Ameaçaram o juiz e ele precisou mudar de cidade. Depois disso tudo começou a ser arquivado.

    Se é assim que funciona, que assim seja.
    Mosconi é um vigarista e o mandante do assassinato de Carlos Henrique Marcondes, além de ser o mentor da central de transplantes que matava pacientes.

  2. Todos nós temos filhos não é mesmo? Se podem matar o meu, por que eu não posso matar o deles?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.