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O ciclista olímpico Renato Rezende voltou dos Estados Unidos por conta da pandemia de coronavírus e por recomendação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Residente em Poços de Caldas, ele e a esposa optaram pelo isolamento, sem contato até com familiares. Em entrevista ao Poços Já, por telefone, ele contou sobre a decisão, o cuidado e a esperança de que a situação se resolva o quanto antes.

Exercícios são praticados durante o isolamento

Renato estava nos Estados Unidos treinando e competindo. Ao perceber o agravamento da pandemia, entrou em contato com o COB, que orientou a todos os atletas com residência no Brasil que retornassem para casa.

“Quando decidi retornar falei com minha família, minha sogra abasteceu nossa casa com comida e meus irmãos com equipamentos de academia, antes que chegássemos. Desembarcamos do avião com algumas poucas recomendações, pegamos o carro e viemos para casa, até hoje estamos sem ter contato com ninguém, estamos bem de saúde e acreditamos que essa é uma ação necessária e que poderia ter evitado que a maioria das pessoas fossem contaminadas”, explica após já estar há uma semana em casa.

A decisão de se manterem em isolamento foi do casal. Renato conta que no voo e mesmo no aeroporto as orientações eram apenas de cuidados de higiene, nada específico para quem veio do exterior.

“Eu não cheguei a conviver muito com a epidemia no exterior, mas acredito que a mídia informou bem a população, as pessoas estão seguindo as recomendações, o que é importante. Em Poços encontrei um cenário real de cuidado, achei legal as medidas adotadas pela administração pública por trazer segurança pra gente e espero que continue até que isso passe”, pontua o atleta.

Olimpíadas

Renato está vivendo o sonho de participar de mais uma Olimpíada. Ele ainda não tem a vaga garantida, mas lidera o ranking. Ele preferia que a competição não fosse adiada, mas acredita que é a decisão mais adequada.

Renato está focado em se cuidar e fazer sua parte no controle da propagação do vírus covid-19

Ao redor do mundo, o treinamento dos atletas está sujeito aos regimentos locais. Renato acredita que poderia usar tranqüilidade a pista de Poços, mas preferiu recuar. “É um esporte ao ar livre, a pista de Poços está fechada e eu poderia ir sozinho, não contaminar ninguém, nem ser contaminado, mas e se eu cair, provavelmente terei que ir a um hospital e agora não é uma boa hora para ir ao hospital, por tirar o leito de alguém que está precisando”, explica.

Em casa Renato, ainda tem uma rotina de atividades físicas, bem menor que o desejável, mas suficiente para se manter ativo e focado durante a quarentena.

O atleta ainda chamou seus seguidores, amigos e fãs do esporte a fazerem o mesmo. “Vamos ficar em casa, seguir as orientações do Ministério da Saúde, das Secretarias de Saúde, para que essa pandemia passe e a gente possa voltar à vida normal em segurança”, finaliza.

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