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Gian teve 7 jogos na Série D, com 2 vitórias, 1 derrota e 4 empates

Na última entrevista da série do Poços Já Esporte com os destaques da Caldense, é a vez do comandante do elenco que busca repetir os feitos da temporada 2015. Com seu jeito calmo, técnico Gian Rodrigues falou sobre sua vida no futebol, o momento do futebol brasileiro e sobre como manter o grupo focado na busca por conquistas nessa temporada.

Poços Já Esporte: Muito se diz no Brasil que é difícil ser técnico de futebol. Por que escolheu essa área?
Gian Rodrigues: Na verdade eu nasci no meio né. Desde os seis anos, meu pai era diretor de clube e eu já acompanhava contratação de jogador, não perdia jogo por nada. Então, foram 16 anos dele, até os meus vinte e poucos anos e eu acompanhava. Cheguei a jogar até os juniores no time profissional. Com 18 anos eu assumi a carreira de técnico de um clube da minha cidade, da categoria de base, aos 27 assumi o Guaratinguetá, o juniores que era do Rivaldo e do César Sampaio e aos 28 assumi o time profissional. Talvez de já ter nascido no meio, de ter acompanhado, acho que talvez isso. Mas é uma profissão realmente desafiadora. Ela é difícil porque você não consegue controlar tudo, mesmo que você queira. Você depende de uma série de fatores, você depende de uma organização de um clube, você depende do grupo que você tem na mão, do equilíbrio individual de cada atleta. Mas o futebol, no final, ele tem a lógica né. Você preparar a equipe não é ele estarem preparados fisicamente, taticamente só. É eles estarem preparados pra competição. Mas é uma profissão que você pode ter certeza que eu tô muito mais feliz quando eu tô no campo do que quando eu tô na sala da minha casa.

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Treinador participou da montagem do elenco para 2016

PJE: Qual o maior desafio no dia a dia pra mantar os atletas focados naquilo que espera pra temporada?
GR: Eu acho que o maior desafio realmente é você conseguir fazer essa competição com alto nível de concentração. Todo dia é um desafio diferente né, todo dia acontece alguma coisa. Por exemplo, o Marcelo Régis chegou aqui e o carro dele estava submerso por causa da chuva. E aí? Como você fazer ele encarar uma situação? Tem coisa que você controla e tem coisa que você não controla. E isso é legal, você poder vê-lo aqui, motivado entendendo que por isso tem que fazer um campeonato melhor ainda. Então é todo dia você poder detectar as coisas. São seres humanos que tem filho, tem família, tem diretoria, tem torcedor, tem dia que você está bem, tem dia que você não está bem. Então você fazer o grupo todo, inclusive que não está jogando, entender que ele faz parte do processo, que ele pertence à equipe, ele pertence à competição isso talvez seja um desafio grande.

PJE: Em relação ao momento do futebol brasileiro. Muita gente hoje diz que o país vive um declínio técnico, que deixou de ser o país do futebol. Como vê isso?
GR: Eu vejo como muito importante ter acontecido. É uma maneira de acordar. As vezes as pessoas costumam achar que sempre vai acontecer. É igual eu falo pra nossa equipe: foi vice campeã mineira, por que que foi?! Acho que a gente quer a resposta certa das coisas e muitas vezes a gente tem que ter a pergunta certa. Foi porque dedicou, porque concentrou, porque teve um apoio da diretoria, por uma série de fatores, e não significa que vai ser de novo, como não significa que o Atlético vai ser campeão de novo. E o futebol brasileiro passou por um processo de acomodação muito grande e outros países um processo de evolução muito grande. Hoje não é nem a condição de qualidade técnica. Hoje o futebol ficou muito rápido. O segredo do futebol é você executar as mesmas coisas que antes com a qualidade técnica só que com um nível de intensidade e velocidade maior. Então, o processo que o Brasil está passando é importante. Em termos de direção, de CBF, essas coisas todas erradas que aconteceu de comando, é importante acontecer essas coisas pra ter uma mudança. Preparação dos profissionais que atuam no futebol , a parte tática, parte física, essa integração com essa mudança que está tendo. A gente tem e não vai perder se a gente continuar melhorando, você ter um acervo de atletas muito grande. Mas tem que tem uma mudança e vejo que está tendo, de profissionais mais capacitados pra estarem atuando.

PJE: Voltando pra Caldense. Como foi sua vinda pro clube?
GR: É um clube que eu sem admirei, que eu já tive conversas até anteriores pra poder ter acontecido alguma coisa. Mas as coisas acontecem no momento certo. Muito feliz aqui, muito satisfeito. Eles não estavam satisfeitos com o andamento das coisas na Série D, normal no futebol. Eu não estava satisfeito no clube onde eu estava. Na verdade quando eu recebi a ligação eu já estava saindo. Fiquei muito feliz. E quando você chega no clube você começa a ver o que realmente acontece lá dentro né e eu estou muito satisfeito aqui. É um clube bem dirigido, bem organizado, onde os setores funcionam, um clube em que todo mundo rema para o mesmo lado, tô adaptado aqui, tô feliz aqui. Um clube que desde o seu Luiz da portaria, até a tia Luzia, a tia Márcia da cozinha, Silvia faxineira, a minha comissão maravilhosa, pessoal do bem, pessoal mobilizado, pessoal do clube social, que a gente tem pouco contato, o Paulo Ney no marketing, pessoal rema pra o mesmo lado, pro mesmo objetivo e é muito importante isso aí. Não é só campo que as coisas se resolvem, o clube é um contexto. Estou muito satisfeito aqui.

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Técnico nasceu no mundo do futebol

PJE: Satisfeito também com que o time demonstrou até aqui nessa fase de preparação?
GR: Satisfeito! Eu falo pra eles que às vezes a gente gosta , quando a gente está viajando, da chegada né. E às vezes a gente deixa de aproveitar a viagem em si, o percurso todo. E às vezes a gente quer saber o final da competição, o que vai acontecer. Mas a gente tem que gostar do processo, do dia a dia, como você chegou aqui e como você está hoje, a sua evolução e não perder isso e todo dia lutar mais um pouquinho pra que o final da viagem seja aquilo que a gente projetou inicialmente. Então estou feliz com o grupo. Um grupo enxuto, um grupo mobilizado, dedicado, que buscar e quer incessantemente conhecimento. Importante isso aí e estou satisfeito.

PJE: Esse clima da uma expectativa de bons resultados ao longo do ano e é isso que espera?
GR: É isso que eu espero e é isso que a gente cobra diariamente pra gente enxergar o que a gente fez até agora, o que pode acontecer pra frente. Mas a expectativa é essa sim.

Perfil
Gian Rodrigues
Técnico, 43 anos
Natural de Aparecida-SP, 17/02/1972
Clubes
Guaratinguetá-SP, Osasco-SP, Cuiabá-MT, Portuguesa Santista-SP, Taubaté-SP, União Mogi-SP, Radium-SP, Santo André-SP, Patrocinense-MG, Guarani-MG, Mamoré-MG, Francana-SP, Primavera-SP e Caldense.

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