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Derico começou a tocar flauta doce aos cinco anos
Derico começou a tocar flauta doce aos cinco anos

Na passagem de som, Derico toca o saxofone de um jeito introspectivo, andando pelo pub. Enquanto isso, contra-baixo, bateria e as duas guitarras de Marcinho Eiras incorporam o som. O multi-instrumentista e membro do Sexteto do Jô se prepara para a apresentação logo mais, no New York Pub. Na conversa com o Poços Já, ele adianta que pretende escrever mais um livro, fala da experiência na televisão e elogia a cidade.

Leia a entrevista na íntegra:

Poços Já – Você começou a tocar flauta aos cinco anos de idade. Foi por influência da família?

Derico – Eu sou de uma família de músicos pianistas. Todo mundo em casa toca piano. Eu sou o filho caçula e minha mãe falava “Pô, o Deriquinho podia tocar outra coisa”, aí ela me deu uma flauta doce. Comecei a estudar e não parei mais. Sou o único músico da família que toca sopro. Aí comecei a tocar piano, violão, contra-baixo elétrico, mas minha formação é como flautista.

Poços Já – Você teve uma carreira, inicialmente, erudita. Como foi a passagem para o popular?

Derico – Estudei muito. Tocava com orquestra, tinha um viés de música clássica. Mas flauta transversal não tem apelo comercial, tem uma ondo de choro ou música erudita, é muito direcionada. Mas precisava trabalhar e abri o leque, começando a estudar saxofone e contra-baixo. Ampliei para poder trabalhar. Senão ia embora, estudar fora na Alemanha, ser um flautista. E eu não queria.

Poços Já – Você chegou a pensar em fazer outra coisa?

Derico – Eu gosto muito de história, paleontologia, arqueologia. Durante quatro anos eu prestei história, depois prestei música, entrei e fiz. Mas, se Deus quiser, ainda vou voltar para a faculdade e fazer esse curso de história, que eu gosto muito. Sempre gostei.

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“Teve muito louco que leu os meus livros. Tem um pouco de humor, de ficção.

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Poços Já – E como chegou à literatura?

Derico – Por eu gostar muito de história, gosto muito de ler. Comecei a tomar gosto por escrever, comecei a escrever umas histórias que surgiam na minha cabeça. Tive oportunidade, por causa da televisão, de poder editar os livros e lançar no Brasil. Exercitei isso três vezes, tenho três livros lançados. É legal, é bacana, uma outra inteligência, outra linha de conduta, completamente diferente, solitária, muito introspecta. Mas é bacana, deu certo. Os malucos leram meus livros, teve muito louco que leu os meus livros. Tem um pouco de humor, de ficção. Foi legal, vendeu bem.

Poços Já – Tem mais um livro vindo por aí?

Derico – Eu tenho ele na cabeça, mas não tenho tempo de escrever agora. Mas eu tenho um quarto livro sim.

Poços Já – Pode adiantar como é?

Derico – É a história de um palhaço. Mas tá na cabeça , preciso botar no papel. Quando você bota no papel, mudam algumas coisas. Vou deixar para o ano que vem, esperar um pouco. Eu escrevi o último em 2010, então ainda tem uns dois anos para colocar outro na parada.

Poços Já – E o Programa do Jô? Como surgiu na sua vida?

Derico – Estou lá há 24 anos. Eu era músico profissional, tinha dois anos de casado, meu filho estava nascendo. E eu nessa vida de músico, tocando à noite, em boate, sem saber quanto ia ganhar no mês. Aquela doideira, sem plano de saúde. Mulher grávida, a gente sentado no sofá vendo televisão, eu via o programa e pensava “taí um negócio legal”, participar de um programa desses. Eu tocava música erudita com compositores brasileiros, inclusive o Edmundo Guilherme Cortes, que era o pianista do Quarteto Onze e Meia, quando começou o programa. E o Jô entrou de férias e pediu para encontrarem um saxofonista, alguém para aumentar o quarteto para quinteto. O maestro Edmundo veio falar comigo. Fui fazer o teste no dia que meu filho nasceu. Saí da maternidade, fui lá gravar e voltei empregado. Estou lá há 24 anos.

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“A paródia é bem legal, porque o Jô me deixa escrever. Eu faço, eu gravo, eu me transformo”.

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O guitarrista Marcinho Eiras se apresenta hoje à noite, com o saxofonista Derico
O guitarrista Marcinho Eiras se apresenta hoje à noite, com o saxofonista Derico

Poços Já – Nesses 24 anos, houve muitos momentos marcantes?

Derico – Teve um monte de coisa legal, desde entrevistas que o Jô fez até participações minhas como o assessor e as paródias que faço, as coisas que eu canto. São momentos muito bacanas. A paródia é bem legal, porque o Jô me deixa escrever, eu faço, eu gravo, eu me transformo. É um momento muito bacana.

Poços Já – Além da música, o humor é natural para você?

Eu já tenho isso naturalmente e, com o programa, fica ainda mais presente.

Poços Já – Já havia tocado aqui em Poços?

Derico –Com o Marcinho Eiras, é a primeira vez. Mas já vim apresentar eventos e no festival de jazz.

Poços Já – Como vai ser o show hoje?

Derico – A maior diversão. Eu vou costurando, fazendo a minha participação. É uma forma da gente tocar junto, somos todos amigos. É bem legal.

Poços Já – Como você tem sido recebido aqui em Poços de Caldas?

Derico – Sempre muito bem recebido. É uma cidade bacana, muito gostosa, acolhedora, com muita coisa bacana pra se fazer e um povo muito bonito. Aí eu conheci o New York, é muito legal. Eu tenho boas lembranças daqui.

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