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Uma campanha sobre a violência contra a mulher acaba de ser lançada nas redes sociais pela Rede Mulher e Gênero com o apoio de diversas instituições de Poços de Caldas. Em um quadro simples, o “violentômetro” apresenta situações comuns vividas pelas vítimas e alerta para a necessidade de ajuda, além de informar os telefones a serem acionados.

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Segundo Edna Leite Ramos, educadora popular socioambiental e representante do Coletivo Feminista Mulheres pela Democracia, a chegada da pandemia mudou o cenário da violência doméstica e, embora haja a percepção de que aumentou com o isolamento, os dados estatísticos mostram uma queda no número de denúncias na Delegacia de Atendimento à Mulher.

“Isso nos trouxe muita preocupação e passamos a pensar em como chegar nesta mulher, que está isolada socialmente, e dizer pra ela que pode denunciar. Geralmente essa vítima tem um círculo de amigos e familiares que apoia neste momento, mas, nestes tempos, essa mulher está sozinha em casa com o agressor e não vê maneiras e saídas para interromper essa violência. Em outros casos elas nem conseguem identificar que estão sendo vítimas, então com esse banner queremos que essa vítima conheça os canais e saiba que ela vai ser atendida e resguardada”, explica.

O “violentômetro” traz três estágios da violência. O primeiro é um sinal de alerta, quando a vítima precisa prestar atenção no comportamento do agressor. Ocorrem mentiras, chantagens, ciúmes excessivo, ofensas, humilhações, ameaças e proibições que acendem um alerta de que a violência está presente.

O segundo estágio já traz a violência física, com objetos quebrados, agressões, empurrões, chutes e outros, momento em que a vítima precisa reagir, pedir ajuda e denunciar, para evitar chegar ao terceiro estágio, no qual os casos se agravam e passam por ameaças com arma, privação da liberdade, abusos e até morte.

“Criamos o violentômetro de forma didática e com uma linguagem do nosso dia a dia para que de forma simples as mulheres pudessem avaliar sua realidade e saber em que nível ela está e quão grave é a situação que ela está vivendo. Com o banner a vítima consegue entender e pedir ajuda, essa violência começa de maneira sutil e pode chegar aos extremos”, esclarece Edna.

As mulheres que identificarem situações de violência e quiserem denunciar podem ligar para quatro centrais de atendimento: Disque Denuncia (100), Central de Atendimento à Mulher (180), Centro Especializado de Assistência Social (Creas – 3713-6216 ou 3697-2626), ou ainda a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica da Polícia Militar (99869-5805 ou 190).

Além da Rede Mulher, participam da campanha coletivos feministas, Creas, Unifal, Conselho da Mulher e Secretaria de Promoção Social.


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