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O Grupo de Estudos em Planejamento Territorial e Ambiental do IF Sul de Minas (GEPLAN) identificou um aumento de 450% nos casos das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) em Poços. A pesquisa está em sua sexta fase e monitora o avanço da covid-19 no Sul de Minas, além da evolução de doenças respiratórias, que podem ser indicativos de subnotificações da doença.

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Esta etapa das pesquisas foi divulgada na última sexta-feira (26) e reforça que o novo coronavírus está avançando cada vez mais pelos municípios menores de Minas Gerais e do Sul do estado.

Com relação às síndromes respiratórias, o relatório aponta que no comparativo entre as semanas epidemiológicas de 2019 e 2020, a porcentagem de aumento nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) é de cerca de 691% em todo o estado. Em Poços de Caldas, o aumento foi de 450% nos casos. Em Varginha, de 725% e Pouso Alegre, cerca de 1.030%. Os pesquisadores do GEPLAN comentam que esse aumento está muito ligado a casos de doenças respiratórias não especificadas e que podem ser de covid-19.

O coordenador do GEPLAN, professor Sérgio Henrique de Oliveira Teixeira, afirma que o aumento pode estar relacionado a um quadro de subnotificação de ocorrências de covid-19. “Essa subnotificação camufla a realidade dos fatos e a gravidade da situação, fragilizando possíveis políticas de mitigação e contingência. Essa situação cria um efeito colateral de potencialização do processo de interiorização, uma vez que escamoteia a gravidade do avanço e da capilaridade das contaminações”, mencionou.

Interiorização

Assim como aponta a pesquisa, 100% dos municípios do Sul de Minas, que apresentam população igual ou superior a 30 mil habitantes, já possuem casos de contaminação pelo novo coronavírus. As cidades com porte entre 20 e 40 mil habitantes seguem uma tendência de crescimento expressivo dos casos. Essas são seguidas por cidades com porte populacional entre 10 e 20 mil habitantes. O GEPLAN defende que a covid-19 chegou até o Sul de Minas principalmente através das grandes rodovias que cortam a região. Em um primeiro momento, a doença contaminou as cidades maiores e tem proliferado cada vez mais municípios menores. É a chamada interiorização da doença. Para o grupo, tanto nas maiores quanto nas menores cidades da região, o momento não é de flexibilização das medidas de isolamento e distanciamento social, requerendo mais atenção por parte das autoridades e a adoção de medidas de combate ao vírus.

Tanto o processo de interiorização da covid-19 quanto a possibilidade de subnotificação da doença já vinham sendo enfatizados em fases anteriores dos estudos. De acordo com o coordenador do GEPLAN, tais configurações agora são reforçadas e confirmadas por novos dados. “Essa constatação é importante, pois existe uma falsa sensação de que essa contaminação não alcançaria as cidades de pequeno porte e que não seria necessária a adoção de medidas mais rigorosas de contingência por essas localidades. O fato confirmado pelos dados, aqui apresentados, de avanço da doença, é que essa interiorização está efetivamente em processo e está alcançando os pequenos municípios do Sul de Minas. O agravante dessa condição é a reconhecida insuficiência de estrutura hospitalar adequada para o enfrentamento do avanço de casos nesses pequenos municípios, que os tornam dependentes das cidades maiores e que, por sua vez, também já estão observando o seu limite de capacidade de atendimento”, destacou o Prof. Sérgio.

Sobre o grande aumento de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves, o coordenador afirma que pode estar relacionado a um quadro de subnotificação de ocorrências de covid-19. “Essa subnotificação camufla a realidade dos fatos e a gravidade da situação, fragilizando possíveis políticas de mitigação e contingência. Essa situação cria um efeito colateral de potencialização do processo de interiorização, uma vez que escamoteia a gravidade do avanço e da capilaridade das contaminações”.

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