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Poços de Caldas

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Moradores de Poços e Andradas se unem para reclamar de pedágio

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Moradores de Poços de Caldas e Andradas se uniram para reclamar da praça de pedágio instalada na rodovia MGC-146. A mobilização chegou até as autoridades das duas cidades e do Estado, que já estão adotando medidas legais.

A praça começou a operar em 18 de novembro e o custo é a principal reclamação dos usuários, R$ 9,20 para veículos. Com isso, quem mora às margens da rodovia ou faz o trajeto diariamente vem se sentido lesado e pede a isenção.

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A empresa concessionária EPR Sul de Minas explica que embora não haja isenção os usuários frequentes da rodovia têm direito a descontos. Assim, o condutor paga o valor integral da tarifa apenas uma vez por mês. Na praça de Poços de Caldas, a partir da 12ª passagem, a tarifa é reduzida pela metade e na 30ª passagem chega a menos de R$ 1,50.

“Só que esse desconto não foi explicado, no site fala que a partir de 30 passagens ia ter desconto, as pessoas acharam que todas seriam reduzidas a R$ 1,50, e que 30 idas e 30 voltas daria R$ 90, um valor que ia doer no bolso, mas, que dariam conta. Quando foram entender que iria baixando gradual se assustaram, tinha gente que esperava pagar R$ 90 e recebeu uma fatura de R$ 600 a R$ 700”, explica o técnico em eletrotécnica Daniel, que se uniu ao grupo de moradores em protesto.

Outras reclamações estão relacionadas à infraestrutura, como sinalização, limpeza, falta de cabine exclusiva para motos e estrutura em geral.

Na última quinta-feira (11) um grupo se reuniu com autoridades, entre elas o deputado estadual Rodrigo Lopes, para traçar estratégias de ação a fim de defender a população. Cerca de 100 pessoas compareceram, mas o número de insatisfeitos é muito maior e cresce a cada dia.

O vereador e presidente da Câmara de Poços Douglas Dofu participou e ressaltou que a cobrança naquele ponto é injusta. “Para o simples ato de levar o filho na escola ou comprar mantimentos essas pessoas precisam pagar pedágio”, destacou.

Um grupo foi montado no whatsapp e um abaixo-assinado está circulando para pedir providências. Além disso, foi feito um pedido liminar para suspender a cobrança, pois a concessionária está cobrando pedágio sem ter dado nenhuma contrapartida, ou seja, sem fazer nenhuma melhoria nas vias.

Dofu explica ainda que enquanto o pedido de liminar não é concluído, as autoridades já estudam outras possibilidades, como ofícios e moções já encaminhados ao Governo do Estado e uma ação popular, com conversas já estabelecidas com o Ministério Público para que o Procon Estadual possa fazer o direito do consumidor. Os políticos também já se preparam para recorrer ao Tribunal de Contas no próximo mês.

“Nossa população e nossos agricultores familiares dependem dessas estradas para suas tarefas cotidianas. Nossa economia, nosso abastecimento e o escoamento da produção dependem dessas estradas! Não podemos permitir que a população fique ilhada por pedágios e não consiga realizar seus afazeres cotidianos”, protestou o vereador.

Em nota, a EPR Sul de Minas disse que antes da concessão dos trechos, o Governo de Minas Gerais fez uma série de estudos técnicos e consultas públicas, que resultaram na definição da quantidade e localização das praças de pedágio do lote de rodovias do sul de Minas.

Assim como a localização das praças, o valor da tarifa também foi pré-estabelecido no edital de licitação para a viabilização dos investimentos previstos ao longo dos 30 anos de concessão.

 


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