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Ambiente escolar é um dos principais locais de violência racial no país, aponta pesquisa

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A pesquisa “Percepções do Racismo no Brasil” apontou o ambiente escolar como um dos principais locais onde ocorre violência racial no Brasil. O levantamento constatou que entre as pessoas negras que afirmaram ter vivido alguma situação de racismo, 38% disseram que o ataque aconteceu na escola, faculdade ou na universidade. E 63% das mulheres negras confirmaram que percebem a raça como principal fator motivador de violência nas escolas.

O estudo foi encomendado ao Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) pelo Projeto Seta (Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista) e o Instituto de Referência Negra Peregum.

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O levantamento reflete acerca da implementação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira no currículo escolar. Apesar da legislação, a maioria das instituições de ensino não proporciona esse tema aos estudantes. De acordo com Ana Paula Brandão, gestora do Projeto Seta, o marco legal é fundamental para construção de um ecossistema de educação antirracista.

“A violência em espaços escolares talvez seja a parte mais dramática das violências a que nossas crianças e jovens estão expostos. A escola deveria ser um ambiente seguro, de socialização. Porém, é um espaço que acaba propiciando episódios de violência física e simbólica. Precisamos entender que o racismo também é um gerador de violência. Xingamentos, exclusão e bullying acabam atingindo muito mais crianças negras e indígenas”, afirma.

O documento direciona o ambiente escolar na implementação de práticas educacionais antirracistas. O estudo aponta sete indicadores: relacionamento e atitudes racistas; currículo e prática pedagógica; recursos e materiais didáticos; acompanhamento, permanência e sucesso; a atuação dos profissionais de educação; gestão democrática e participação; para além da escola: a relação com o território.

Elaborada pela Ação Educativa, e com apoio do Projeto Seta, a metodologia utilizada permite que todas as escolas se autoavaliem, com base nas suas experiências. O levantamento contou ainda com o apoio do Ministério da Igualdade Racial e Ministério da Educação.

Ana Paula Brandão explica que os Indiques são uma ferramenta comprovadamente bem-sucedida de autoavaliação da qualidade na educação. O grande diferencial, segundo a profissional, é a construção de forma participativa, com a contribuição de várias instituições, educadores, professores e especialistas na temática.

“Especialmente, os Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola, são fundamentais para orientar a escola e seus gestores na implementação da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas ou particulares, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio”.

(Fonte: almapreta.com.br)


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