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Poços de Caldas

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Projeto resgata orquestra de berimbau com crianças de escola municipal

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Apresentação na Praça Pedro Sanches marcou a celebração do Dia da Consciência Negra em Poços de Caldas (fotos: Juliano Borges)

A Orquestra Berimbauê se apresentou, durante a manhã de segunda-feira (20), no coreto da Praça Pedro Sanches, em Poços de Caldas. O evento celebrou o Dia da Consciência Negra e levou muita música e reflexão para o público. 

Alunos da Escola Municipal Alvino Hosken de Oliveira mostraram que aprenderam a tocar diversos instrumentos: berimbau, pandeiro, reco-reco, atabaque e agogô, entre outros. As crianças jogaram capoeira, além de  cantar corridos (cantigas de capoeira) e canções da MPB, como “Garota de Ipanema” e “Eu só quero um xodó”.

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Entre as cantoras estava Ana Lívia, de apenas dez anos. A mãe dela, Kelem Rúbia de Souza, acompanhou todo o show com um sorriso no rosto. Feliz pela filha, que adora cantar, ela também comenta a relevância da orquestra: “É excelente, um incentivo para a cultura ensinar coisas boas para as crianças. Representa admiração, respeito com a nossa raça, uma forma de homenagear tanta gente que já lutou, sofreu e sofre até hoje algum tipo de preconceito.”

Retomada

Projeto foi resgatado por meio de edital municipal

Atualmente, o projeto é viabilizado por meio do edital nº 9/2022 da Secretaria Municipal de Cultura, com o objetivo de valorizar e difundir a cultura tradicional de Poços de Caldas. São atendidos alunos do primeiro ao sexto ano da Escola Municipal Alvino Hosken de Oliveira. 

Porém, a iniciativa já havia ocorrido de 2008 a 2012. Na época, o projeto foi paralisado devido à falta de incentivo. Hoje, o mestre de Capoeira Angola Luis Henrique de Sousa comemora o retorno e explica que as músicas também são utilizadas nas salas de aula. Os alunos, com apoio dos professores, estudam as canções de forma interdisciplinar, nas aulas de português, história e geografia. 

“Os professores nos dão o maior apoio, para que as crianças saibam o que estão cantando. A musicalidade faz parte da história da capoeira. Por que não trazer esse contexto para a educação, já que queremos agregar o corpo e a mente?”, comenta o mestre. 

Luis também aborda a necessidade de levar a cultura negra para as escolas, afinal estas referências estão na raiz da formação do povo brasileiro: “Agregar conteúdos sobre o que a cultura brasileira traz em sua essência é muito importante, principalmente para a quebra de muitos preconceitos que ainda existem contra a nossa cultura, contra a nossa arte, contra o nosso povo. Não queremos briga, queremos paz, amor e união”, ressalta.

Alunos da Escola Municipal Alvino Hosken de Oliveira participaram da apresentação

O mestre destaca que a capoeira oferece uma série de benefícios variados. Ele ressalta que a Orquestra Berimbauê representa a cultura do povo preto, que por meio da musicalidade expressa suas angústias, histórias, alegrias e desconfortos, permitindo àqueles que compreendem a profundidade da arte perceber o significado presente no momento do canto. O objetivo da Orquestra Berimbauê é proporcionar essa reflexão às crianças, não apenas através das letras e das músicas executadas, mas também incentivando uma melhor compreensão da amplitude e diversidade geográfica do Brasil. A inclusão da música popular brasileira ao som do berimbau é uma forma de alcançar esse propósito. Além disso, durante essa experiência, destaca-se a capacidade da capoeira em promover a cura por meio de sua expressão corporal, atividades físicas e pela sensação de bem-estar proporcionada pela música no corpo.

Equipe

A equipe do projeto é formada pelo mestre educador, agente cultural e instrumentista Luis Henrique de Sousa, professor de capoeira desde 1985 e mestre de Capoeira Angola, reconhecido pela ACANNE (Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro), além de ser graduado em Educação Física e especializado em Capacidade Física e Treinamento na Capoeira e por sua aluna, Larissa Egídio Bonadero, que também atua como agente cultural e instrumentista, além de ser graduanda em Licenciatura em Geografia no IFSULDEMINAS – campus Poços de Caldas. 

Juntos, participam de apresentações, eventos culturais, oficinas, vivências e rodas em diferentes escolas de Poços de Caldas e cidades como Caldas (MG), Santa Rita do Sapucaí (MG), Alfenas (MG), Mogi Mirim (SP) e Campinas (SP), entre outras.


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