O superintendente da Santa Casa de Poços de Caldas, Ricardo Sá, participou da sessão da Câmara dos Vereadores, na terça-feira (30). O convite partiu do presidente da Casa, Marcelo Heitor (PSC).

Questionado pelos parlamentares, Sá abordou a falta de medicamentos utilizados na entubação de pacientes com covid-19. Por meio da vereadora e ex-diretora da Santa Casa, Regina Cioffi (PP), o superintendente foi informado que um novo carregamento do laboratório União Química está disponível para ser buscado hoje.

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De acordo com o representante da Santa Casa, esses medicamentos podem ser suficientes para duas ou três semanas. Ele ainda informou que os hospitais locais estão se ajudando e cedendo medicações em estoque. Devido à dificuldade de conseguir essas substâncias e à pandemia de covid-19, Sá afirmou que está “há 15 dias num estado de nervos avassalador”.

Para o presidente da Casa, Marcelo Heitor, o diálogo do Legislativo com o sistema de saúde é fundamental neste momento de crise. “A Câmara cumpre o papel de acompanhar, estar perdo desta entidade que é centenária e tão importante para o nosso município. Enquanto representantes da população, nós somos indagados, que possamos levar essas respostas para a população”, comentou.

Dívidas da Santa Casa

Sá, que tem experiência em gestão na área de saúde, assumiu o cargo em março do ano passado e fez o balanço deste período. De acordo com o superintendente, a dívida do hospital é de R$ 4,5 milhões, mas houve lucro operacional em 2020, de R$ 380 mil.

Uma das críticas do diretor teve como foco o excesso de pessoal, que teria ocorrido por conta do histórico de troca de favores. “Lamentavelmente, a Santa Casa virou um palco de troca de favores, acredito eu, na inserção de pessoas, por amizade, acredito”, argumentou.

O superintendente citou o índice de funcionários por leito, que era de 4,8, considerado exagero, e passou para os 3,2 atuais. Atualmente, há 180 leitos disponíveis, sendo 20 de UTI exclusivos para covid-19. A expectativa é que ainda em abril sejam 202 leitos, ao todo, no hospital. “Hoje conseguimos fazer mais, com menos”, relatou.

Além da dificuldade financeira, o superintendente também disse que por enquanto não conseguiu o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O principal motivo seria a estrutura elétrica e hidráulica antiga. Agora, Sá busca recursos para realizar a reforma e conseguir o AVCB, além de um seguro para a Santa Casa.


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