O estacionamento rotativo pago, conhecido como Zona Azul, foi alvo de questionamento na Câmara dos vereadores de Poços de Caldas. O vereador Marcelo Heitor da Silva (PSC) apresentou um requerimento, durante a última sessão, solicitando informações sobre o número de vagas disponíveis e a quantidade de monitores contratados pela empresa EXP Parking, concessionária responsável pelo serviço na cidade.

Segundo o vereador, o serviço de estacionamento rotativo tem sempre gerado reclamações dos usuários. Entre os problemas está a falta de monitores para atender aos motoristas, problemas com os parquímetros e também no aplicativo. Por isso, o parlamentar questiona o serviço prestado e solicita cópia do contrato entre prefeitura e a empresa concessionária. “Andando pela cidade a gente consegue perceber esses problemas e quando estes se juntam geram mais dor de cabeça, já que o motorista estaciona sem regularizar a vaga e quando volta tem um aviso de irregularidade de R$ 10. Ora, se tem monitor para colocar o aviso, deveria estar ali quando motorista precisa também”, comenta.

De acordo com o secretário de Defesa Social, Marcos Sansão, a EXP Parking disponibiliza 53 monitores que cumprem uma rota pré-estabelecida, geralmente em forma de “L”. Inclusive, através de um aplicativo, é possível que se tenha acesso a informações sobre onde o profissional está, quanto ele arrecadou a cada minuto, quantos avisos de irregularidade emitiu e se saiu da rota ou não.

Há cerca de 70 parquímetros em Poços (foto: Tatiana Espósito/Poços Já)

Quanto aos parquímetros, o secretário comenta que existem 96 equipamentos espalhados pelas três áreas de Zona Azul na cidade, que oferece 3.600 vagas. Para pagamento o usuário pode utilizar moedas, cartão de crédito e cartão pré-pago nos parquímetros, pagar direto ao monitor, nos mais de 20 pontos de venda credenciados ou através do aplicativo da EXP Parking.

Sobre os dez minutos de tolerância, o diretor de relações institucionais da EXP Parking, Sérgio Iran Soares, explicou, em sessão na Câmara dos Vereadores no final do ano passado, que o tempo é estabelecido pela legislação municipal. Segundo ele, o” Decreto 12.083, no seu artigo 16-A, prevê que a não ativação do crédito na utilização de vaga de estacionamento rotativo pago após aguardados os dez minutos, para sua operacionalização, constitui infração prevista no artigo 181, inciso 17, da Lei 9.503/97, do Código de Trânsito Brasileiro, ficando o infrator passível de autuação e medida administrativa pertinente”. O diretor ressaltou ainda que após o 11º minuto o próprio sistema alerta o monitor da não regularização. Em seguida, é emitido o aviso de irregularidade.  Caso o motorista regularize dentro de 30 minutos, o sistema já vai apontar a vaga como regular e o usuário não é autuado.