Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal de Poços de Caldas, o vereador Gustavo Bonafé (PSDB) usou a tribuna para expor uma situação que considera preocupante para o município: a falta de fiscalização da antiga gestão com relação a serviços prestados pela empresa Vina Equipamentos e Construções Ltda. Em entrevista ao Poços Já Política, o parlamentar informou que a situação começou quando ele recebeu a resposta do Executivo para um pedido de informações feito este ano. “Queria aprofundar um pouco nesta questão dos serviços prestados pela Vina e, na resposta, algumas coisas me chamaram bastante atenção. Por enquanto, são só informações preliminares, ainda vou buscar mais detalhes deste assunto”, declarou.

Entre as informações enviadas à Câmara pelo atual secretário de Serviços Públicos, Thiago Biagioni, Bonafé ressalta pontos que podem ser considerados erros de fiscalização da antiga administração, como o serviço de varrição manual de vias e logradouros, que entre junho de 2014 e abril de 2016 não apresenta documento comprobatório de fiscalização. “São 23 meses em que não existe nenhuma comprovação de que houve fiscalização de agente público no que estava sendo apresentado pela empresa para a Prefeitura efetuar o pagamento. Neste período, foram movimentados mais de R$4,4 milhões. Como fiscalizador, fico assustado em ver que não tem nenhum tipo de comprovação de que foi feita fiscalização para garantir que aquilo que estava sendo cobrado foi, efetivamente, prestado como serviço”, ressaltou.

Além da varrição, também chamam atenção os dados relativos à operação de aterro controlado, em que foram movimentados cerca de R$1,3 milhões. De acordo com Bonafé, os únicos documentos dos serviços são assinados por funcionários da Vina ou da Sucapel. “Esta segunda empresa nem tem relação com a Prefeitura. Precisamos entender melhor esta situação, porque estamos lidando com recursos públicos. Ainda não temos nada definitivo, mas essa fiscalização preliminar é bastante preocupante”, finalizou.

O vereador ainda informou que deve fazer outros pedidos de informações para averiguar a situação. No início deste ano, a Secretaria de Serviços Públicos transferiu os serviços de varrição manual de vias e logradouros e operação de aterro controlado para servidores próprios.