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Prefeitura de Poços de Caldas
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Autor é empreendedor social (foto: arquivo pessoal).
Autor é empreendedor social (foto: arquivo pessoal).

Para inaugurar a reflexão sobre esta ótima pergunta, traço alguns pensamentos.

Nossa cidade tem história, tem cultura, talentos, sonhos, riquezas e caminhos que qualquer um (com o mínimo de discernimento) consegue ver. Ela não precisa de milagres, de mirabolantes novidades ou de heróis visionários. Necessita sim, de lideranças que a entendam, que respeitem sua história e suas potencialidades. Líderes que reconheçam as qualidades deste município único e que desenvolvam estratégias assertivas para implementar ações inteligentes – com transparência, foco e consciência de sua responsabilidade com todos que aqui habitam e visitam.

O que vemos hoje é que a grande maioria dos “líderes” ainda pensa que pode comandar a cidade. Que a sua vontade é a que deve prevalecer sobre a diversidade coletiva. Que destruindo atuais e potenciais adversários irá se eternizar no poder.Políticos que acreditam que o discurso fácil é garantia de sua consagração.

Essa forma de fazer política já está ultrapassada.

Governar não é comandar. É servir. É menos falar. Mais ouvir. Conhecer, mais do que ser conhecido.

Então, uma nova maturidade para encarar os desafios sociais de Poços é algo que espero encontrar daqui para frente. E já seria um grande passo.

Também, é lógico que quero ver a educação do município se tornando referência no estado (quem sabe no país); que a saúde pública seja impecável e consiga atender a população como ela merece; que Poços dê largos passos em mobilidade urbana – integrando de forma estratégica os diversos meios de transporte que existem; que seja uma cidade segura e com projetos reais de cuidado com o meio ambiente.

Porém, no parágrafo acima fui apenas mais um político fazendo politicagem (com palavras soltas e sem propostas efetivas). Isso, também precisa ser mudado.

Pensar nos próximos quatro anos de uma forma propositiva é repensar a qualidade do envolvimento cidadão na vida pública, na própria forma de fazer política e na capacidade real de nossos representantes – afinal, muito de nosso futuro será construído pelos que cuidam dos poderes Executivo e Legislativo.

Por isso, espero que tenhamos “líderes educadores”, não mais despachantes de problemas pontuais, mas governantes que eduquem a população a participar da vida pública com propriedade e conhecimento. Líderes que tenham olhar sistêmico e de longo prazo para o desenvolvimento e crescimento da cidade. Líderes preocupados com a evolução coletiva e não com a reeleição individual.

Ademais, que tenhamos mais gestão do que politicagem. Que comecemos a usar indicadores de resultados claros e que os programas municipais tenham objetivos específicos, agregando eficiência, eficácia e efetividade na solução das questões locais.

Por fim, vislumbro que – como cidadãos e cidadãs – estejamos mais engajados na vida política – superando o nível da simples reclamação e entendendo a fundo o poder que há no Controle Social. Só assim teremos uma cidade que acolha com respeito as diversidades.

Então, que busquemos uma Nova Consciência Cidadã!

 

*Gustavo Bonafé é empreendedor social, consultor-facilitador na área de desenvolvimento humano e coordenador do Programa Germinar: Formação de Lideranças Transformadoras. Também atua como educador político através do Poços Transparente (redes sociais e Tv Poços) e da coluna “Poços Cidadã” no Jornal Brand-News; além de ser parceiro do canal Politize!, com abrangência nacional.


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