domingo , 19 novembro 2017

Após mudar de carreira, maquiadora se realiza como empresária em Poços

Luciana Mattos conta detalhes da vida corrida de empreendedora e garante que gosta da concorrência,


Luciana se realizou profissionalmente ao embarcar no empreendedorismo (foto: Camilla Resende/Poços Já).

“Uma área que eu não gosto é ficar acomodada, ficar sentada esperando as coisas acontecerem”, conta Luciana Gomes Mattos, que leva a vida agitada à frente de três negócios. Ela é sócia da loja de cosméticos Yes, da escola de maquiagem Bardot e da loja eletrônica de roupas London Stores.

Agitação não é a única característica marcante da empreendedora. A flexibilidade foi alavanca para os negócios desde o início da vida profissional. Quem a vê inserida no mundo da beleza não imagina que, ao sair do ensino médio, optou por esportes. Luciana se formou em Educação Física e, depois de um ano sem conseguir emprego, alçou voo para outra área ainda distante da maquiagem: foi para Recife trabalhar com ergonomia em uma obra da Petrobras.

Em terras nordestinas, a vontade de voltar para Poços e a necessidade de dinheiro extra para pagar as contas fizeram que os primeiros passos no mundo da beleza fossem dados. Ela passou a revender cosméticos e, com o final da obra se aproximando, a decisão de investir em um negócio próprio cresceu. “Eu comecei a pensar no que eu poderia pegar do meu dinheiro para investir, e aí eu vi que cosméticos são um segmento que cresce com crise, e sem crise é melhor ainda”, relembra.

Dos desafios enfrentados, crise econômica e concorrência nunca foram vistas como problema. “Eu abri já estava na crise, então eu não sei o que é não estar em crise. Então eu fico pensando, está legal, está sendo bom, imagina sem a crise? Eu adoro a concorrência. Eu acho que eu sou uma das poucas pessoas que gostam, porque isso me faz me mover mais, inovar mais”, comenta.

O gosto pelo concorrência está amparado pela segurança que Luciana mostra em seu trabalho. Ela conta que está sempre em busca de diferenciais e acredita que eles auxiliam no sucesso que vem alcançando. “Eu tento fazer isso pra me manter no topo, e sempre estar me diferenciando com alguma coisa. Tem o vale make que a gente faz, muita parceria também com outras empresas, sempre lançando promoção, dando brindes. Este tratamento personalizado é muito importante. Eu sempre estou me diferenciando dos meus concorrentes, a minha ideia sempre foi essa, desde o começo, e deu certo.”

Empresária também faz trabalho social (foto: Camilla Resende/Poços Já).

A vontade de avançar não cessa. A empreendedora afirma que esse é um dos segredos que dão reconhecimento aos negócios e a mantém evoluindo. “Eu acredito que poderia ser bem melhor. Quem está empreendendo sempre acha que poderia estar bem melhor, e isso é muito bom. O sucesso do negócio não é só a parte de marketing, a parte financeira tem que estar muito bem estruturada, você não pode dar passos muito largos sem estarem planejados. Eu atribuo sucesso a um conjunto, que é um planejamento financeiro muito bem feito, a parte comercial e estratégia de marketing”, explica.

O sucesso nos negócios é com certeza fruto de ações bem pensadas. Mesmo em meio a tantos afazeres, a vontade de fazer o bem faz com que ela sempre encontre um espaço na agenda para ajudar ao próximo. “Eu gosto muito da parte social, porque eu acho que do mesmo jeito que eu estou ganhando alguma coisa na sociedade, eu tenho que retribuir isso de alguma forma. Participamos do evento da Rapunzel Solidária, fomos maquiar as meninas que estavam doando cabelo, vamos maquiar mulheres com câncer na radioterapia, e isso pra mim é fundamental, não só o lucro. É lógico que um empreendedor tem que visar o lucro, e a gente visa o lucro, mas eu me sinto em débito com a sociedade em que eu estou inserida. Estou sempre fazendo alguma coisa: festa de 15 anos pra menina carente, doação de brinquedos, e outras coisas que a gente não divulga”.

Pensando no próximo, ela dá dicas aos que querem começar a empreender. “A dica é gostar do que você vai escolher pra empreender. Se você não gostar, já nem começa, se você acha que vai fazer aquilo só por dinheiro você vai ficar infeliz em um ano porque é muito trabalho. Eu não trabalho oito horas por dia, às vezes eu trabalho 14, eu já cheguei a trabalhar 18 horas. Então, se eu não gostasse do que eu faço, eu não iria pra frente. A principal dica é: escolha alguma coisa que você goste de trabalhar, que aí vai pra frente”.

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