terça-feira , 2 junho 2020

“Não me falta mais nada”, diz senhora de 80 anos após saltar de paraglider

Dona Marilda realizou sonho, que era antigo, com apoio da família.


Dona Marilda Ferreira Cagnani, de 80 anos, sempre sonhou em voar de paraglider. Por morar próximo a Serra do Cristo, passava o tempo admirando os pilotos e imaginando o dia em que poderia fazer aquilo. Neste final de semana, ela realizou seu sonho e depois disso saiu renovada. “Não me falta mais nada”, garante.

Dona Marilda fez questão de ser a primeira, da família, a saltar. (Foto: Arquivo Familiar)

Marilda conta que sempre brincou com os filhos e netos sobre a possibilidade de voar, e no início deste ano um filho prometeu que a levaria. No entanto, o marido demonstrava certa preocupação com voo e ela foi adiando, até que neste final de semana, após um almoço em família, com dois filhos e dois netos, ela resolveu ir. “Meu filho me disse, ‘vamos hoje’, meu marido continuou relutante, mas eu queria ir, então pedi pra ele ficar em casa e fomos”, conta.

Na rampa de glider, ela estava toda animada e determinou que seria a primeira a saltar, já que toda a família iria também. Eufórica como estava, ninguém acreditava que ela iria mesmo saltar. “Era meu sonho, sempre morri de vontade”, revela.

Animada, ela garante não ter sentido medo. (Foto: Arquivo Familiar)

Com a decisão tomada, Marilda recebeu as orientações do instrutor e se jogou. “Foi maravilho, a sensação mais linda que vivi, é tudo tranqüilo, fiquei encantada, eu estava voando e me sentia flutuando no céu”, descreve.

Falante e animada, houve um momento em que Dona Marilda se calou. O instrutor, preocupado, perguntou se havia algum problema, mas uma vez, ela sorriu e disse que estava extasiada, por isso estava calada. “Depois dessa experiência, não me falta mais nada. Tenho uma vida boa com meu marido, três filhos, sete netos, um bisneto e agora tenho essa experiência incrível para contar”.

O voo programado para durar 10 minutos, Dona Marilda brinca e diz que o piloto quis deixar a ‘velha’ mais tempo no ar. Os 17 minutos foram mais do que uma aventura, Dona Marilda diz que serviu de autoconhecimento.

Dona Marilda já faz planos para um novo vôo. (Foto: Arquivo Familiar)

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