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2 mil atletas estarão nas ruas de Poços para enfrentar os 16km mais difíceis do Brasil
2 mil atletas estarão nas ruas de Poços para enfrentar os 16km mais difíceis do Brasil (fotos: Jubinsk)

A 38ª Volta ao Cristo acontece neste domingo (26), em Poços de Caldas. Dois mil atletas de todo o país e até do exterior enfrentarão a prova de 16 km mais difícil do Brasil, que este ano está cheia de novidades, como mudanças no trajeto e a parceria da Secretaria de Esportes com a Unimed, que promete melhorar ainda mais a tradicional corrida.

As inscrições já terminaram. A prova é dividida em duas categorias gerais, masculina e feminina, com premiação em dinheiro que soma R$ 16 mil. “A expectativa nossa com a prova é a melhor possível. Espero que nós possamos novamente fazer um grande evento e colocar Poços de Caldas em evidência com uma prova de sucesso”, diz o secretário de Esportes, Wellington Guimarães, o popular Paulista.

Novo percurso

Para entender melhor as mudanças no trajeto, o Poços Já conversou com alguns treinadores locais, que trazem dicas de como se portar nessa prova de grande dificuldade. O professor José Luiz de Azevedo, da equipe Pé q Voa, corre a prova desde 1989 e lembra que o percurso da Volta ao Cristo já mudou algumas vezes, com a largada em frente à Matriz e a chegada na Praça Pedro Sanches, saída e chegada no Parque Municipal e no Estádio Ronaldo Junqueira.

 

“A Volta ao Cristo tem aproximadamente 6km de reta, 3.5km de subida, 5.5km de descida e tinha aproximadamente 1.5 km de reta no final. Agora, com uma nova alteração do trajeto, onde a prova vai passar em frente a Unimed, serão 2.3km de reta no final. Se antes era difícil, agora é um pouco mais, porque a reta final vai ser uns 800 metros a mais do que era. Mas, quem treinou para a prova não vai ter problema nenhum, não é uma coisa que pegou todo mundo de surpresa na última hora. A maioria dos corredores já está sabendo dessa alteração há um bom tempo e já treinou para isso”, afirma.

 

O professor Valter alerta para as dificuldades do final da prova (foto: divulgação)

       O  professor Valter Pereira, da equipe Iron Runner,  que também tem uma longa experiência na Volta ao Cristo, concorda que, com as mudanças, o percurso ficou mais difícil. “Com o esforço excessivo para a descida, as pernas chegam bem mais cansadas. Então, essa reta final vai dificultar para o corredor. A dica que eu dou é: saia tranquilo, não vá na empolgação da multidão, faça sua subida. Desça acelerando, mas cuidado com os impactos e guarde para o final, que vai ser a parte mais difícil da prova. Não se engane quem acha que o final é fácil, porque com mais reta mais difícil fica, a perna vai pesar, o acúmulo de lactato na perna é grande e você vai pagar tudo ali na reta. Então, quem pecar na subida e na descida, vai pagar feio na reta”, avisa Valter.

 

 

Gerenciamento de prova

Para o professor Fernando Nascimento, da equipe Nafar, os atletas sofrem muito na chegada justamente pelo mau gerenciamento durante a prova. Ele explica que a Volta ao Cristo é uma prova complexa, que tem plano, subida e descida em proporções muito grandes, exigindo o melhor do atleta em cada fase do percurso. Por isso, segundo ele, para terminar bem, o atleta deve estar bem condicionado e pensar em toda a logística da prova.

Professor Fernando registra momento com sua atleta Silvia durante a Volta ao Cristo do ano passado (foto: Jubinsk)

“Eu aconselho fazer um ótimo aquecimento, de 20 a 30 minutos. Muitos falam que se fizer isso vai se cansar para a prova, mas se o atleta se cansar fazendo 20 a 30 minutos de aquecimento ele não se preparou o bastante. Muitas pessoas saem frias e fortes, com a empolgação da largada acabam se matando nos dois primeiros quilômetros. Se o atleta fizer um ótimo aquecimento, se conter nesses dois primeiros quilômetros e depois encaixar o melhor ritmo chegando na Rua Assis, ele já vai chegar bem no pé do morro. E no pé do morro muita gente tenta correr no momento que podia caminhar, eu vejo atletas correndo em um ritmo que se tivesse caminhando faria da mesma forma. Então, quem tiver esse domínio técnico vai se dar bem. Se você chegar quebrado lá em cima a descida vai ser difícil, porque onde você faz mais força é na descida e aí você tem uma porção de plano de novo na chegada, onde, se você se encontrar com fadiga, você não consegue aumentar a amplitude da passada, não consegue acelerar a passada e o rendimento vai caindo, porque quando a gente chega em fadiga não tem como recuperar”, relata Fernando.

O professor ainda completa: “Eu aconselho a todos descerem com cautela, fazer esse gerenciamento do percurso. Quando chegar na João Pinheiro dar uma desacelerada de 30 segundos para melhorar o batimento cardíaco, para voltar a respiração normal, para perceber o que sobrou de capacidade, de resistência, de força, para depois ir deslanchando e fazer um ótimo final de prova”.

A equipe Nafar quer fazer bonito na Volta ao Cristo (foto: divulgação)

Parceria com a Unimed Poços

Pensando em fazer esta tradicional prova ainda melhor, a Secretaria de Esportes abriu processo licitatório para firmar parceria com a iniciativa privada, que foi vencido pela Unimed Poços. A Cooperativa foi além do que pediu a licitação, com o objetivo de fazer com que a Volta ao Cristo desse um salto de qualidade. Além desta prova, a parceria da Unimed Poços com a Secretaria de Esportes e Lazer, definida no processo licitatório, prevê o apoio em todos os eventos esportivos deste ano, como a Volta Ciclística, realizada no último domingo, que teve o suporte da ambulância UTI da Cooperativa; a Maratona das Águas e a Olimpíada dos Trabalhadores (Olimtra), entre outros.

“A parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer vem ao encontro do nosso objetivo de cuidar das pessoas, desenvolvendo ações que promovam mais saúde e qualidade de vida para todos”, destacou o médico Odilon Trefíglio Neto, presidente da Unimed Poços. “Também está alinhado à campanha Mude 1 Hábito, lançada pelo Sistema Unimed visando ajudar as pessoas a cuidar da saúde na sua plenitude por meio da mudança de hábitos, e ao nosso compromisso de participar ativamente da comunidade. A Volta ao Cristo é uma das provas mais tradicionais da cidade e nos orgulhamos de estar presentes neste momento. Investimos para que a prova alcance um grande sucesso e tenha muitas novidades para os participantes, e uma delas é o kit, que, este ano, será entregue em uma sacochila, criada especialmente para a ocasião, com camiseta, número, chip e squeeze”.

O médico Odilon Trefíglio Neto, presidente da Unimed Poços (foto: divulgação)

“Uma das nossas preocupações foi criar um visual mais moderno e que remetesse às belezas da nossa cidade”, contou José Maria Oliveira, supervisor de Comunicação & Marketing da Unimed Poços. “Revisamos a logomarca e criamos uma nova, com formas orgânicas, com destaque para a Serra de São Domingos e o teleférico, e uma campanha de marketing que, além de valorizar a prova, enaltece também a cidade. Um dos destaques foi o Minuto Volta ao Cristo, com vídeos divulgados na página do Facebook da Unimed Poços, com dicas da nutricionista Adriene Paulino, do nosso Programa Viver Bem, que falou sobre como lidar com o desconforto gástrico nos treinos e nas provas; com o professor de Educação Física Carlin Vitorino, que ressaltou a importância do alongamento e com o atleta Fernando Sandi, que destacou o grande diferencial da corrida Volta ao Cristo Unimed em relação às outras corridas”.
A entrega dos kits acontece no sábado (25), das 8h às 17h, no Clube Nikkey, em frente ao Estádio Ronaldo Junqueira, onde será montado o espaço Mude 1 Hábito da Unimed Poços.

Unimed criou um material especial de divulgação da prova (Imagem: Divulgação)

Repórter Fitness 

Há pouco mais de 2 anos, iniciei o projeto Repórter Fitness que, em sua primeira temporada, teve como objetivo maior a minha preparação para completar a Volta ao Cristo. Foram pouco mais de dois meses de treinamentos com o professor Fernando Nascimento e com uma equipe de apoio formada por vários parceiros, que me ajudaram a completar, até então, o maior desafio da minha vida, em uma época que estava sedentário e acima do peso.    

Professor Fernando prepara o jornalista Rafael Santos para a sua primeira Volta ao Cristo, em 2018 (foto: Wagner Sidney Silva)

 

Em 2020, após muita água ter passado debaixo da ponte, chego ao 3º ano do Projeto Repórter Fitness cercado de novos desafios. Diferente de dois anos atrás, quando a Volta ao Cristo era meu grande objetivo, neste ano, com toda sua importância e dificuldade, a Volta será apenas o primeiro de grandes desafios do meu calendário de corridas, onde tenho como  foco as quatro etapas do Desafio das Montanhas Vulcânicas e as três etapas do Desafio 28 Praias.

Até por não ser meu grande objetivo de 2020 ( e por ter exagerado um pouco nas festividades de final de ano), não chego na Volta ao Cristo em minha melhor condição física, tendo tido apenas duas semanas boas de treinamento neste mês de janeiro. Confesso que a mudança de percurso, que aumentou a prova em cerca de 800 metros, me deu um grande alívio, já que tirou minha obrigação de repetir o tempo do ano passado, quando terminei o percurso em 1h30, baixando meia hora em relação ao tempo da  minha primeira participação na prova.  

Sem grandes objetivos em relação ao tempo e seguindo as dicas dos professores nessa reportagem, pretendo fazer uma Volta ao Cristo de pura diversão. Aproveitar cada minuto dessa prova única, curtir com meus amigos da Nafar, dos Amigos Pé de Pano e de toda a família de corredores de Poços de Caldas, todos os grandes amigos que o esporte me trouxe. Espero ter ajudado com as dicas desses grandes profissionais na reportagem. Nos vemos domingo, na prova de 16km mais difícil do Brasil, até lá! 

As quatro etapas do Desafio das Montanhas Vulcânicas estão entre os grandes objetivos do Repórter Fitness neste ano (foto: Victor Immese)
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