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Carina com o grupo “As Marias” (foto: divulgação)

Atleta, Carina Lujan sempre encontrou na corrida uma válvula de escape para os problemas cotidianos. Até que, em abril desse ano, foi diagnosticada com câncer de mama e, ao invés de se abater, buscou no amor da família e dos amigos e na atividade física, formas de lutar contra a doença.

Três vezes por semana, Carina realiza caminhadas com a turma “As Marias”, grupo de atividade física, de convívio e terapia para mulheres, que realizam caminhadas por trilhas e ruas, dando apoio e incentivo umas às outras. As caminhadas fazem parte do projeto Manhã pela Vida e não poderia haver nome melhor do que algo que está ajudando Carina a lutar por sua própria vida.

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Odontopediatra de formação, Carina sempre foi atleta. Há 10 anos, para perder peso após duas gravidezes, ela começou a correr e, a partir daí, fez da corrida um modo de vida, ganhando muitos amigos e se destacando nas provas.   

“Faz mais ou menos 8 anos que eu estou acompanhando alguns problemas na mama e meu médico sempre apoiou a corrida. Eram cistos na mama  que eu tinha e ele falava que, enquanto eu corresse, eu não precisaria operar. Com isso, eu comecei a encarar a corrida, não só como uma terapia, mas também como uma prevenção na parte de doenças. A corrida, para mim, sempre ocupou uma parte muito importante do meu dia a dia. Através dela, eu conseguia relaxar e solucionar problemas que estavam me incomodando”, conta Carina

O diagnóstico

Esse ano, no mês de abril, através da mamografia e da ultrassonografia, Carina descobriu que estava com câncer de mama. Foi diagnosticada aqui em Poços de Caldas, mas, como sua família é de Barretos, foi para lá fazer o tratamento.

“Desde o início eu falava para o médico: ‘doutor, eu quero voltar a correr’ e, na hora que eu estava entrando no centro cirúrgico, ele falava para mim: ‘olha Carina, encara todo esse tratamento como se fosse uma maratona, cada quilômetro é uma etapa do tratamento que você vai vencendo, cada quilômetro é uma superação para você, até chegar na reta final,que será a última quimioterapia. E assim eu vou indo, a cada quimioterapia que eu faço eu agradeço e falo: ‘completei mais um quilômetro da minha corrida’, cada dia que acordo eu agradeço a Deus por mais um passo que estou dando”, conta Carina, mostrando a força de quem não tem medo de encarar seus problemas.

Carina sempre se destacou como atleta (foto: divulgação)

Manhã pela Vida

Ainda sem conseguir correr, por causa da resistência baixa, Carina recebeu o convite de Luciana Marinoni, idealizadora do grupo As Marias, para participar de caminhadas e isso está sendo fundamental na luta contra essa difícil doença.   

“A caminhada com As Marias é uma fonte de energia maravilhosa. A gente se reúne todas segundas, quartas e sextas, às 8h, na Fepasa e na hora que eu levanto eu já tomo o café da manhã e penso ‘vamos lá, vamos começar tudo de novo, vamos começar desde o início, vamos começar pela caminhada até chegar na corrida’. Essa semana nós estamos indo para mais uma quimioterapia, é a terceira de um total de seis. Optei por fazer as sessões de quimioterapia em Barretos e a recuperação em Poços de Caldas, porque aqui em Poços eu estou perto das minhas filhas e dos amigos, que dão uma força, que na hora que a gente está cabisbaixo chama para o cafézinho, chama para a caminhada e assim vamos indo, um dia após o outro”, relata Carina.  

Por sua vez, Luciana Marinoni explica que essa é a função de As Marias e do Projeto Manhã Pela Vida levar amor e solidariedade a quem precisa. “Eu falo que  precisamos ser a diferença e fazer a diferença na vida das pessoas. É tão pouco o que fazemos, mas acaba se transformando em algo muito grande na vida das pessoas. Por isso que As Marias estão aí, para mostrar que podemos correr atrás de nossos objetivos e dar sempre mais uma chance para a vida”, pondera Luciana.  

Cura através do amor

Em sua luta contra o câncer de mama, Carina é a prova viva que o amor e a amizade podem vencer qualquer obstáculo. Desde que recebeu o diagnóstico da doença, ela soube que não estava sozinha nessa luta.  

“Os amigos ocupam um lugar especial nas nossas vidas. A família é fundamental, nós temos os laços de sangue e os amigos são pessoas que a gente escolhe para fazer parte da nossa família. São pessoas importantes. Nessas horas, na hora de retornar, na hora de vencer, na hora que eu venço cada etapa do câncer, eu penso primeiro em Deus, depois na minha família, penso muito no meu marido, que está sempre junto comigo, ocupando uma parte muito especial na minha vida, me curando através do amor, assim como meus amigos”, revela Carina, que dá uma lição de vida na hora de mostrar a forma que lida com a doença.

A alegria de Carina é a forma que ela arrumou de lutar contra a doença (foto: divulgação)

“No início, quando recebemos um diagnóstico de câncer, ficamos sem chão. A sensação é que nossa vida está sendo interrompida. Mas, devagarzinho, percebi que a vida não foi interrompida. Deus me colocou no colo e disse: ‘ Carina, vamos encerrar esse caminho e vou te colocar em outro caminho, um caminho para que você tenha mais paciência, um caminho de amor, um caminho de paz, em que cada dia você vai perceber essa nova trajetória’. Hoje eu vejo que o câncer não interrompeu minha vida, apenas a transformou”, finaliza Carina.             

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