Repórter Fitness na 36ª Volta ao Cristo: a prova

Após 45 dias de treinamento, com ajuda de uma equipe multidisciplinar, o jornalista Rafael Santos saiu da obesidade e do sedentarismo e completou a corrida de 16km mais difícil do Brasil

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Rafael Santos cruza a linha de chegada sob o olhar feliz do professor Fernando (foto: Luciano Santos/Fotop)

Em uma grande festa do esporte, Poços recebeu no último domingo (28) a 36ª Volta ao Cristo. Mais de 1800 atletas encaram os 16 km mais difíceis do Brasil, com 4 km de subidas e descidas nos lindos cenários da Serra de São Domingos. Os quenianos foram os campeões, no masculino e no feminino, Paul Kipkorir Kipkemoi (54min45s) e Sharon Chelimo Arusho (1h6min4s).

Muito longe deles, corri a prova ao lado de centenas de guerreiros do dia a dia, atletas anônimos que se superam a todo momento. Completei os 16 km com o tempo de 2h02min20s, bem fisicamente e com muita alegria, após 45 dias de treinamento com uma equipe multidisciplinar.

A prova

O tempo estava nublado e o clima na manhã do último domingo de janeiro era o melhor possível para uma corrida com a dificuldade da Volta ao Cristo. O aquecimento com o professor Fernando Nascimento e o restante da equipe Nafar foi muito animado. Largar no meio de 1800 atletas é uma experiência única. Confira nesse vídeo:

A Volta Cristo desse ano foi muito bem organizada pela Secretaria de Esporte, a largada correu bem. Contornamos a rodoviária e logo se via o mar de atletas tomando a avenida João Pinheiro, uma reta de 3 km até o centro de Poços, trecho que na empolgação da corrida passa muito rápido.

Início da prova (foto: Rafael Santos/ Poços Já)

Tive comigo a companhia da minha companheira de treinos Carol Cagnani. Pegamos um bom ritmo, passamos pelo posto de hidratação em frente à academia Nafar e seguimos pela Rua Junqueiras até a Rua Assis Figueiredo, principal via da cidade, que dá acesso à Serra de São Domingos. Lá já começa a subida e o momento mais difícil da prova.

Início da subida na Rua Assis Figueiredo. (foto: Wagner Sidney Silva/Fotop)

Na subida da Serra, a grande maioria dos atletas seguiu o que o professor Fernando havia me falado nos treinamentos, que é subir caminhando. Por isso, apesar da dificuldade, se subir focado, prestando atenção na respiração e nas passadas, é possível pegar um ritmo bom. Fiz isso e consegui subir bem, passei muita gente. No caminho, ainda deu tempo de tirar foto com os amigos da Nafar.

No alto da montanha o tempo estava completamente nublado, a visão estava bem reduzida. Apesar da garoa que caía e refrescava os atletas, a estrada de terra que passa pela rampa de vôo livre e vai até a Estrada dos Pessegueiros estava seca, o que fez com que essa edição da Volta ao Cristo tenha sido com poucas quedas, ao contrário de anos anteriores. Eu havia feito a suplementação no posto da Nafar no pé da Estátua do Cristo, estava me sentindo bem e desci aproveitando a natureza em um dos locais mais bonitos da prova.

Chegando na Vila Rica encontrei o professor Fernando, que estava me esperando. Saindo da montanha, em contato com o público, faltando pouco para terminar a prova, começou a bater a ansiedade. O corpo ainda respondia bem. Cheguei na Cerâmica Togni muito melhor do que nos treinamentos. Suplementamos no posto da Nafar, caminhei um pouco para recuperar e segui com o professor Fernando por trás do shopping e nos últimos metros até a chegada. Fernando tentava me acalmar, já que naquele momento eu era ansiedade pura. Ao entrar no Ronaldão a adrenalina subiu, já não sentia nem dor nem cansaço e explodi para um sprint final, registrado no vídeo da minha nutricionista, Josi Cardillo, que além de me tirar da obesidade, fez questão de ir acompanhar minha chegada.

Cruzei a linha de chegada sob os sorrisos do professor Fernando. Momento registrado na bela foto de Luciano Santos, da Fotop, que está no alto dessa matéria. Os primeiros que eu vi do outro lado foram João Araújo e Juliano Borges, do Poços Já, amigos que foram os primeiros a abraçar essa ideia louca do Repórter Fitness. Já não conseguia controlar meu choro ao abraçar o professor Fernando.

Rafael Santos e Fernando Nascimento se abraçam após missão cumprida (foto: Juliano Borges Poços Já)

Foram 45 dias de muita luta, de muito treino, que foram recompensados com uma prova maravilhosa. Essa história não termina aqui, a gente se encontra em breve. Muito obrigado a todos!

 

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