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Fernanda Rodrigues trabalhou na abertura dos Jogos Paralímpicos

Fã de futebol que não conhece o Maracanã? Parece até pecado. Era o meu caso. Minha primeira visita ao Rio de Janeiro foi em Novembro de 2015. Entre os passeios, não consegui encaixar minha ida ao estádio e óbvio que isso me deixou inquieta. Ao chegar à capital para trabalhar nas Olimpíadas em Agosto, a escala de trabalho foi intensa e, mais uma vez, perdi a chance de ver de perto. O mais próximo que cheguei foi na estação do metrô Maracanã e de fora pude admirar durante uns minutos.

Quando soube que eu voltaria para a Paralimpíada sabia que meus horários novamente seriam cheios, portanto nem programei meus passeios pela cidade. A sorte foi minha amiga na terça-feira. Tentei pensar em algum lugar legal para assistir a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos pela TV. Sem ideia. Eis que chega no e-mail a convocação: você vai trabalhar no Maracanã.

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E assim foi… vou poder contar que minha primeira visita ao Maraca foi a trabalho. Não sei se é sorte, privilégio… Cheguei a uma conclusão – era exatamente assim que eu sonhava. Já conheci quem foi ao estádio para um Fla X Flu ou quem for pra ver a Seleção Brasileira. Mais até: durante meu TCC em 2014, entrevistei quem esteve aqui no ano de inauguração, em 1950, e viu o Brasil perder a chance de levar sua primeira Copa do Mundo, no doloroso Maracanazo.

Quantas pessoas vão poder dizer que pisaram nesse lugar pela primeira vez trabalhando em um dos maiores eventos do mundo?

A cerimônia foi o momento mais maravilhoso que já vivi. A televisão traz muito do brilho e energia do estádio, mas estar ali dentro é uma sensação ímpar. Os gritos, as palmas, as músicas e todos os efeitos especiais beiram o inacreditável. Acho que não existe sentimento melhor no mundo. Pessoas de diferentes lugares, culturas, religiões, raças, escolhas… todas ali unidas por um mesmo evento, pela celebração e pela alegria.

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Cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos no Estádio do Maracanã

O hino nacional tocado no piano pelo maestro João Carlos Martins. Um coração enorme formado por um quebra-cabeça, batendo forte bem no meio do campo. A bandeira paralímpica levada por crianças com dificuldades de locomoção, que seguiram andando com a ajuda dos pais. A queda da ex-paratleta Márcia Malsar, com paralisia cerebral, seguida pelo levantar, continuar caminhando e ser ovacionada pelo público. O nadador Clodoaldo Silva chegando com a tocha e vendo uma escada à frente, que se transformou em uma rampa para levar até a pira paralímpica.

E tantos outros momentos que me fizeram chorar. Foi incrível e inesquecível.

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