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Fernanda Rodrigues no ponto mais alto do Velódromo, onde ficam posicionadas as câmeras das emissoras
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Sinalização da Zona Mista do Tênis, local onde os atletas encontram os jornalistas para entrevistas após o jogo

Eu não imaginava que na Paralimpíada eu trabalharia mais do que  na Olimpíada. Mas o volume de trabalho pra mim ficou bem maior.
As operações de Transmissão de rádio e televisão são bem menores se comparadas com o primeiro evento olímpico. O número de broadcasters, nossos clientes do mundo todo que transmitem o evento, é bem reduzido.
A questão é que o time de trabalho também diminuiu. No meu caso, trata-se de uma equipe de três pessoas responsáveis por duas venues – locais de competição – que são o Velódromo e o Tênis.
Comecei a semana com a tarefa de sinalizar as posições de câmeras dos dois locais, o que inclui todas as 9 quadras de tênis. Isso é importante para garantir que nenhum cinegrafista esteja no lugar errado, na hora errada.
Uma das diferenças entre os dois eventos é que nem todas as competições têm transmissão da Para. Na Olimpíada, as câmeras da OBS garantiam imagens ao vivo de basicamente todos os esportes para repassar às emissoras. Agora, o trabalho fica de cada um fica mais independente.
Isso traz mais responsabilidade. Apesar de ainda ter uma Manager, líder da equipe, temos mais autonomia na tomada de decisões e solução de problemas em cada setor. Por isso, é preciso muito mais atenção e um conhecimento dobrado do funcionamento de todas as operações: o que pode ou não ser feito, qual a postura cada jornalista/cinegrafista/produtor deve ter, quais os horários de competição e, consequentemente, quando o atleta vai conceder entrevista às emissoras.
Senti também que a preparação começou mais em cima da hora. Vários testes precisam ser feitos a um dia do início das competições. Outra vez aquela tensão típica de véspera, mas a gente já sabe que tudo vai funcionar bem.
Nem tudo é glamour por aqui. Na verdade, nada é. Todo mundo trabalha por horas e horas, não para um minuto. E trabalham muito bem. Conheci excelentes profissionais, pessoas realmente responsáveis e comprometidas com o evento, que fazem até o impossível pra tudo sair bonito como deve ser.
O que vemos na TV é até pequeno perto de todo o trabalho dos bastidores.
É um trabalho pra trazer mais dias inesquecíveis, contar mais histórias e celebrar o esporte.

 

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