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Não há dúvidas sobre a complexidade que é organizar o maior evento esportivo do mundo. Uma Olimpíada envolve construção de estádios, planejamento de infraestrutura, transportes, uma logística bem programada e muita atenção a cada detalhe. Não conheci os bastidores das outras Olimpíadas, mas nesta é possível acompanhar alguns detalhes da organização.

O Comitê Olímpico, prefeitura e os demais órgãos responsáveis pecaram em alguns pontos nos Jogos Olímpicos do Rio. O primeiro é possível perceber logo ao chegar à cidade e tentar localizar os pontos de competição. A sinalização até que foi bem feita e, particularmente, acho fácil conseguir entender o transporte aqui no Rio. Mas o principal problema é a falta de informações das equipes. Muitos voluntários e demais funcionários posicionados em estações do metrô, BRT e até no Parque Olímpico não conseguem dar a informação necessária pra ajudar os usuários. A consequência é gente batendo cabeça. Você pega a linha errada, escolhe uma entrada para o ponto de competição e te mandam em outra, procura caminhos mais fáceis, mas te levam pelos mais complicados.

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Mas nada ganha em reclamação do que o setor de alimentação. Logo na abertura dos jogos, no Estádio do Maracanã, foram vários relatos de falta de comida. Na metade do evento já não havia mais opções para os presentes. No parque olímpico, as reclamações são pela falta de opção, as filas quilométricas, e o alto preço. Por lá, não é possível comer por menos de 20 reais e em quantidades não tão consideráveis assim. Para tentar suprir o problema das filas e falta de opção, os organizadores têm colocado food trucks, o que ainda não foi suficiente.

Nesta quarta-feira, o público no local era muito grande por conta de várias competições importantes acontecendo. Além da fila para compra do ticket, as pessoas passaram mais de 20 minutos em filas para conseguir pegar uma água ou uma cerveja, por exemplo.

A cada dia, a organização muda algo, tenta uma nova estratégia, busca maneiras para tentar resolver. Mas isso só testa ainda mais a paciência do público.

Não dá pra entender como o setor responsável pela parte de alimentos, por exemplo, não consiga calcular em cima da alta demanda de um evento como este. Acredito que sejam problemas inerentes a todos os países sede. Mas, como já disse, não soube muito sobre este assunto nas outras Olimpíadas.

Vale fazer um destaque positivo também: os banheiros. Geralmente, eles são alvo de reclamação em grandes eventos. Mas por aqui são muitos deles, espalhados por todo o parque. Sempre limpos e com manutenção em dia, com funcionários de olho o tempo todo.

Sobre os ajustes, resta esperar pra ver como serão os últimos dias, quando são esperadas mais pessoas ainda.

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