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Meus pins


Pessoas do mundo inteiro vieram para o Brasil durante as Olimpíadas, mas para muitas os jogos estão em segundo plano. Eles são os colecionadores.

O foco deles é a troca. Tem moedas exclusivas, itens de linhas feitas apenas para as Olimpíadas, copos… Mas os reis de toda a interação e disputa são os pins, ou broches, que ficam pendurados nas credenciais de quem circula pelo Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

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Li um pouco sobre os pins na internet e descobri que a moda é antiga. Há quem viaje há anos pelas Olimpíadas, percorrendo os países sede atrás de modelos exclusivos, diferentes e que chamem atenção de quem entra na moda.

Por todo o lado tem gente pedindo, querendo trocar. Logo na entrada da imprensa, os colecionadores expõem com orgulho seus pequenos tesouros em tapetes pelo chão. Tem gente que vai só pra admirar, matar a curiosidade, encontrar os modelos mais bonitos.  Outros vão focados em trocar.

Consegui os meus dois primeiros em um gesto de amizade de um dos colecionadores. Quando ele viu minha credencial sem nenhum pin, já fez questão de ajudar a começar minha coleção.

A troca de pins foi destaque em matérias de várias emissoras pelo mundo.
A troca de pins foi destaque em matérias de várias emissoras pelo mundo.

A partir dali, cada um chegou de uma maneira. Amigos deram alguns. Outros foram gentilmente entregues por jornalistas, produtores e outros profissionais que trabalham nas emissoras. Dar um pin é uma maneira de agradecer quando a gente ajuda alguém. Aliás, estes são os mais legais de ter porque cada um te traz a lembrança de uma pessoa que você ajudou.

Foi assim que conquistei meu pin mais raro, o mais desejado dessa Olimpíada. Na febre do Pokemon Go, a emissora japonesa TV Tokyo fez um pin de Pikachu. Todo mundo atrás desse pin e eu ganhei de uma maneira muito bacana. A jornalista da emissora estava super irritada por não encontrar lugar reservado à imprensa para sentar. Eu, pacientemente, conversei com ela, disse que ela estava com razão e consegui resolver o problema ao encontrar um lugar. Voltei ao trabalho e pouco depois ela me chamou. De uma maneira dócil e bem diferente de momentos atrás, ela me agradeceu e abriu a bolsa onde tinha dezenas do pin de Pikachu. Me deu um e elogiou meu trabalho. Saí feliz com meu Pokemon e vi que ele chama muita atenção. Já me ofereceram três pins por ele. Senti que é raro, então este não vou trocar.

Parece pouco pra quem não vê de perto. Mas esse pequeno gesto incentiva a interação, o contato, estimula a amizade e marca momentos bons.

Os pins vieram pra dar mais brilho aos nossos jogos.

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