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Torcedora dos Estados Unidos.
Torcedora dos Estados Unidos.

Parece um intercâmbio. Em uma cidade que conheço pouco, bem diferente da minha. Pelas ruas, o inglês manda, mas você também ouve alguns idiomas que não são fáceis de identificar.
Um dos pontos altos das Olimpíadas é a facilidade na troca de experiências e costumes com pessoas de todos os lugares do mundo em um curto espaço de tempo.
E é claro que tudo isso traz um choque cultural.
No primeiro dia de trabalho, fizemos uma apresentação de cada um. Em seguida, dei um super abraço em uma colega carioca que eu tinha acabado de conhecer. A Kate, uma de nossas supervisoras britânicas, veio perguntar: “vocês já se conheciam? ”
Quando a gente negou, ela riu do abraço, disse que parecia um contato de super amigas.
E aí eu disse que aqui no Brasil a gente adora abraço. Desde então, todos os dias que chegamos pra trabalhar, a britânica, a australiana e a ucraniana querem um abraço de cada um.
O jeito do brasileiro conversar com quem mal conhece também contagia quem é de fora. Em um dos passeios, fui pedir informação a uma brasileira e engatamos um super assunto, falando da vida e dando muita risada. Meu colega alemão olhava sem entender nada e no final disse: “como pode vocês terem tanto assunto sem nunca terem se visto? ”
É porque brasileiro é assim. A gente é exagerado, intenso, se acha amigo de todo mundo e ri de qualquer coisa.
Acho que essa energia está marcando muito quem está no Brasil pela primeira vez.
Dentro das quadras, vários atletas já citaram a energia da torcida por aqui. Djokovic, ao ser eliminado em uma das etapas do Tênis, chorou, agradeceu o carinho da torcida e disse que poucas vezes na vida sentiu uma atmosfera como a daqui. Mais: se sentiu brasileiro.
É uma super chance de mudar nossa imagem lá fora. Trazer pessoas do mundo todo pra cá faz as pessoas entenderem que a gente não é feito de sofrimento e malandragem. É incrível poder mostrar que o Brasil tem muito mais e que podemos ensinar nossos bons exemplos, e costumes. Muda a ideia do “jeitinho brasileiro”. Daqui pra frente, o jeito brasileiro é feliz, amigo, receptivo e cheio de carinho.

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