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A Justiça condenou os réus do processo que apurou os crimes de tráfico de drogas, associação para o crime e lavagem de dinheiro que acontecia no bairro Vila Nova, em Poços de Caldas. Os condenados foram presos durante a Operação Audacium, desencadeada pela Polícia Civil, e a maioria continua detida. As penas variam de nove a 42 anos, com sentença mais rígida para um dos lideres do bando.

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Condenados e respectivas penas

A sentença proferida em 19 de setembro e publicada essa semana determinou a condenação de 21 pessoas. Um dos lideres do grupo, Thiago Luiz Barcelar, vulgo “Thiaguinho Manco”, recebeu a pena de 42 anos de prisão. O juiz pontuou que a “culpabilidade do réu extrapolou as raias do próprio tipo penal”, uma vez que ele mantinha ligação com o comércio de drogas, atuando no topo da pirâmide, como líder e dono da boca de fumo, além de ser responsável por coordenar o tráfico, que ocorre no local há cerca de 20 anos. Além de tráfico, ele ainda foi condenado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, concurso de crimes e outros, chegando à pena de 42 anos e oito meses.

Ao lado de Thiaguinho estava Kléber da Silva Pereira, vulgo “Ditão”. As provas no processo indicam que ele era responsável por coordenar o tráfico de drogas, ficava posicionado em ponto estratégico e passava orientações aos vendedores. Além disso, encarregava-se de fornecer os entorpecentes e fiscalizar as atividades dos seus colaboradores. Condenado também em vários crimes, tem pena de 36 anos.

Juliano Donizeti Moreira era um dos integrantes mais vistos no local dos fatos, diariamente, e era o responsável por fazer o acompanhamento da venda das drogas na localidade, sua pena é de 29 anos e oito meses de prisão, também por tráfico, associação, lavagem de dinheiro e outros.

André Thomas Peregrino, vulgo “Bomba”, também líder do bando, era constantemente visto no ponto de venda de drogas na companhia dos demais chefes da organização criminosa. Foi visualizado por diversas vezes no ponto de tráfico na Rua Coronel Virgílio Silva, sempre acompanhado de um ou mais dos investigados, e também fazia contato com os indivíduos que realizam a venda dos entorpecentes em frente a um estúdio de tatuagem. Sua condenação é de 29 anos e oito meses de prisão por vários crimes.

Júlio Cesar Luizi, o “Julião”, conhecido do meio policial, também acompanhava o tráfico de perto. Condenado por tráfico, lavagem de dinheiro e associação criminosa, teve pena estipulada de 29 anos e oito meses.

Lucas Gomes Da Silva, conhecido como “Lukinha”, era o gerente. As provas indicam que ele fazia o acompanhamento diário do ponto e trabalhava como olheiro. Testemunhas ainda afirmam que ele também vendia as drogas e coordenava aqueles que atuavam na linha de frente. Foi condenado a 25 anos e quatro meses de prisão.

Talison Willian Correa, também conhecido pela prática de tráfico, colaborava na venda das drogas e foi condenado a 22 anos de prisão por tráfico, associação, concurso de crimes e lavagem de dinheiro.

Rogério Luís Da Fonseca, vulgo “Beco”, e André Luizi Veronesi, acumulavam outras passagens por tráfico e trabalhavam como colaboradores para a organização, sendo condenados a 22 anos cada. Leonardo Silva De Oliveira também colaborador foi condenado a penas que somam 14 anos.

João Carlos Teodoro Júnior, o “Pet”,  integrante da linha de frente da organização criminosa, realizando o tráfico ilícito de entorpecentes na “boca do Thiaguinho”, era sempre visto pela equipe policial em frente ao estúdio de tatuagem comercializando drogas. Atuava  como vendedor dos entorpecentes aos usuários. Foi condenado a 22 anos de prisão. Elvis da Silva Bourget era ‘avião’ e também recebeu uma pena de 22 anos.

Tiago Luís Moreira, vulgo “Tiago 12”, era responsável e irmão do líder Juliano, auxiliando este e demais membros no tráfico, controlando a movimentação financeira. Sua sentença é de 29 anos e oito meses.

Segundo a sentença, Débora de Sá ostentava ”patrimônio totalmente incompatível”. Ela seria responsável por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro, usufruindo do lucro e emprestando seu nome ao figurar como proprietária de dois dos carros do bando. Ainda movimentava o dinheiro do tráfico em contas de sua titularidade. Recebeu como pena 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação.

Rita de Cássia Barcelar, mãe do líder Thiaguinho Manco, também tinha patrimônio incompatível. É responsável por colocar imóveis e veículos em seu nome e ainda afirmava que ajudava na papelaria da nora. Foi condenada a 13 anos de prisão.

Ordalina Maria da Silva, mãe do Ditão, era responsável por se beneficiar do dinheiro advindo do tráfico ilícito de entorpecentes, de forma a concorrer para o crime ao realizar depósitos de valores do lucro da boca de fumo, inclusive movimentando contas através transferências para as contas dos demais réus. Pena de 25 anos e quatro meses de reclusão.

Keli Cristina Aparecida de Carvalho também ostentava o dinheiro do tráfico que o marido, Juliano, praticava. Foi condenada a nove anos e quatro meses.

Neuza de Paula Moreira e João Batista Moreira estão na lista dos que se beneficiavam do dinheiro do crime. Tinham patrimônio totalmente incompatível com a renda declarada pela família, já que possuíam uma casa e um terreno, com edificações de padrão superior, construções realizadas pelos denunciados Juliano Donizeti e Tiago Luiz, negociando e adquirindo uma chácara. Ela foi sentenciada a 10 anos e seis meses de prisão e ele a oito anos e dois meses.

Outra que possuía patrimônio incompatível com a renda é Michele Merlyn Moreira. Ela ocultou uma chácara situada na BR-459, próxima ao Km 19, na zona rural cidade de Caldas, avaliada em R$ 700 mil, paga em espécie por seus pais, em notas trocadas de R$ 20 e R$ 50. Foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão.

Giulia Guelere Teixeira ocultava o patrimônio ilícito de seu namorado, André Thomas, e também movimentava em suas próprias contas o dinheiro conseguido com a boca de fumo. Ela era sustentada por André, que inclusive pagava faculdade de direito para Giulia. Além disso, emprestava seu nome para que o companheiro ocultasse o patrimônio ilícito, possuindo alguns cartões bancários, de diferentes contas. Foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão.

A sentença é de primeira instância, portanto ainda cabem recursos, e foi proferida pelo juiz de direito José Henrique Mallmann.

Operação Audacium

Relembre as fases e prisões dentro da operação clicando aqui. A equipe da Polícia Civil responsável pelas investigações é composta pelo delegado Cleyson Brene, além de Bárbara, Nicole, Sinval, Douglas e Paulo Silva.