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O resultado do laudo pericial que apura a queda de uma cabine do teleférico de Poços de Caldas foi divulgado na tarde desta quinta-feira (24), pela Polícia Civil. O caso aconteceu dia 5 de setembro e, segundo a perícia técnica, o bondinho descia pelo sentido inverso e estava mal acoplado ao cabo que sustenta e movimenta a cabine.

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O laudo pericial foi realizado pela equipe Polícia Civil, inclusive com perito vindo de Belo Horizonte, e com colaboração da Secretaria Municipal de Turismo. Segundo a chefe da Seção Técnica Regional de Criminalística de Poços de Caldas, Ana Paula Reis de Carvalho, a cabine havia saído do Complexo do Cristo Redentor e descia em direção ao Centro, porém em sentido contrário ao utilizado pelos turistas. Essa movimentação inversa é comum em casos de manutenção, com o objetivo de agilizar o trabalho.

Informações foram divulgadas em entrevista coletiva (foto: Mariana Negrini/Poços Já)

Porém, neste sentido não há sistema de segurança que informe problemas no acoplamento da cabine ao cabo. O sistema funciona apenas na rotação convencional. Dessa forma, a conclusão da perícia é que a cabine foi acoplada apenas parcialmente e acabou se soltando no decorrer do percurso.

“Não houve um acoplamento total do cabo à cabine do teleférico, àquela cabine. No pendural dela, que é aquela parte de cima que parece um gancho, temos algumas marcas de desgaste que foram provocados naquela data, por causa do atrito entre o cabo e o pendural, mostrando que primeiro ocorreu um desacoplamento parcial do cabo, movendo-se sobre a cabine, e logo em seguida um desacoplamento total. A torre quatro [próxima do local do acidente] tem uma modificação de inclinação do cabo. O cabo deixa de ser quase que vertical para ser horizontal. Ali sim há esse desprendimento total da cabine”, explica a perita criminal Valdirene de Andrade Barbosa Guilherme.

O delegado regional, Gustavo Manzoli, afirmou que por enquanto não é possível afirmar se houve falha humana ou técnica. Por isso, as investigações seguem com o depoimento do servidor Miguel Albano de Almeida Filho, de 59 anos, que estava na cabine, e de todas as outras pessoas envolvidas. O teleférico vai continuar fechado até que seja concluído o inquérito e as causas sejam completamente apuradas, conforme informou, durante a entrevista coletiva, o secretário municipal de Turismo, Ildeu Pereira.