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Na terceira fase da Operação Kabbalah, que investiga o tráfico de drogas sintéticas no meio universitário, a Polícia Civil prendeu mais sete pessoas, entre elas um químico de São João da Boa Vista (SP) que, além de extrair o material alucinógeno das plantas, ainda fazia a venda delas usando como meio de transporte os Correios. Há informações de que ele pode ter mandado drogas para a Irlanda. A operação já soma 23 presos e tem quatro pessoas foragidas.

Prisões aconteceram em várias partes da cidade

Foram cumpridos, entre a noite de terça-feira (10) e a manhã de quarta-feira (19), 11 mandados de busca e apreensão e sete de prisão, nas cidades de Poços de Caldas, Andradas e São João da Boa vista. Segundo o delegado regional, Gustavo Manzolli, a fase foi concluída com sucesso.

“Algumas diligências ainda devem ser realizadas. Está sendo feita uma repressão qualificada ao comércio de substâncias sintéticas. As ramificações nos levam para outras cidades e pode chegar a nível internacional”, pontua.

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Muriel Rodrigues Marim Fernandes, 28 anos, é um dos principais alvos dessa fase. Ele foi preso ainda na noite de terça-feira. “Ele se denominava químico e produzia uma droga chama DMT. Localizamos na casa dele matéria-prima para a produção da droga e observamos que ele tinha bastante influência pelas redes sociais, além de ter um livro publicado falando sobre sua experiência com esse tipo de droga alucinógena. Identificamos ainda a venda desses produtos para Poços e região”, explica o delegado chefe da Agência de Inteligência, Cleyson Rodrigo Brene.

A prisão de Muriel ainda pode levar a polícia a novos trabalhos, por terem sido encontradas provas em sua residência de que ele mandava a droga para todo o Brasil e até para o exterior.

Em Poços foram presos Guilherme Alves Figueiredo Giardelli, de 32 anos, Felipe Guedes Muniz, de 22 anos, Fernanda de Jesus Juventino, de 19 anos, Hugo Donizete Moreira, de 21 anos, Paulo Guilherme Martins, de 20 anos, e Rafael Martins, de 20 anos. Mais drogas foram apreendidas e estão sendo periciadas.

Celulares também foram apreendidos e podem levar a polícia a novas investigações. A Polícia Civil ainda tem quatro pessoas consideradas foragidas, com mandados de prisão cadastrados. Algumas já estão em negociação para se apresentar.

Delegados falam sobre as investigações e a terceira fase da operação

Os 24 presos pela Operação Kabbalah e os quatro foragidos serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A primeira fase da operação ocorreu em 20 de maio, com a prisão de quatro pessoas em flagrante e a apreensão de 1,1 mil comprimidos de ecstasy, entre outras drogas, além de R$ 4,2 mil. Já no dia 31 de maio, 12 investigados foram presos preventivamente e arrecadados cerca de R$ 18 mil e quase mil micropontos de LSD.