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O advogado Caike Mateus Pereira é o responsável pela defesa do padeiro Leonardo Rodrigues de Andrade, de 23 anos, que se apresentou na manhã desta sexta-feira (17) na delegacia e se colocou como autor dos disparos que tiraram a vida de Renato Margarida Bezerra, de 29 anos. Ele alega que desde o dia do crime está negociando a apresentação do cliente, que nunca teve a intenção de se furtar da culpa.

Padeiro se apresentou à polícia nesta sexta-feira (foto: redes sociais)

Ao se apresentar na delegacia, Leonardo foi cientificado da existência de um mandado de prisão temporária, por 30 dias. Ele foi preso e encaminhado ao presídio, onde ficará à disposição da justiça. O depoimento dele deve ser prestado na segunda-feira (20). Assim, o advogado pretende aguardar esse depoimento para se posicionar com relação à estratégia de defesa.

“Até agora não sabemos em cima de qual artigo ou inciso o Leonardo será acusado, então a nossa única manifestação possível é de que vamos aguardar ”, explica o advogado.

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A defesa afirma que Leonardo não tem antecedentes criminais e é trabalhador. “Desde o início ele (Leonardo) dizia que não queria fugir, que queria pagar, e só agiu porque estava sendo ameaçado. No final de semana anterior ao crime ele levou um golpe com uma chave de fenda e teve um ferimento no supercílio, que precisou de oito pontos”, esclarece.

O motivo da lesão contra Leonardo teria sido o fato dele ter tentado acalmar uma discussão da vítima, Renato, com o filho do proprietário da padaria onde ele trabalha. Exaltado, Renato teria pego a chave de fenda em uma farmácia e o golpeado, fugindo em seguida, mas deixando ameaças de morte a Leonardo.

Foi depois dessa confusão que Leonardo teria decidido andar armado, já que estava recebendo mais ameaças. Na terça-feira, quando a dupla se cruzou no terreno, Leonardo sacou a arma e atirou em Renato. O advogado explica que após o homicídio seu cliente dispensou a arma e por isso não foi possível apresentá-la na delegacia.

A defesa alega ainda que não há o envolvimento de nenhuma outra pessoa, como chegou a ser mencionado no registro da ocorrência pela Polícia Militar.

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