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Uma enfermeira de 33 anos foi afastada de suas atividades na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), após ser detida por desacato e dizer aos policiais que “deixava um tanto morrer”. A Secretaria de Saúde afirma ainda que vai instaurar uma sindicância para apurar os fatos.

A nota da Secretaria foi emitida na tarde desta segunda-feira (4), após um questionamento da reportagem do Poços Já Cidade sobre a posição da prefeitura com relação à servidora.

“Com relação à ocorrência registrada pela Polícia Militar, envolvendo uma enfermeira da UPA, Unidade de Pronto Atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a servidora, que trabalhava na Sala Vermelha da Unidade, foi afastada preventivamente de suas funções na UPA”, pontua a nota. Além do afastamento será instaurada uma sindicância e aberto um processo administrativo.

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A sala onde a enfermeira acusada trabalha atende casos de média e alta complexidade. Se destina a pacientes que precisam ficar em observação clínica, para o tratamento na UPA ou aguardando vagas em outros hospitais.

O caso

Na madrugada de domingo (3) uma enfermeira de 33 anos foi presa pela Polícia Militar na Praça Dom Pedro II, após ter empurrado e xingado uma militar.

Durante a condução da autora até a unidade policial ela teria dito: “eu trabalho na UPA, vocês levam porcaria para a gente; ainda bem que lá a gente deixa um tanto morrer e eu espero que numa dessa a próxima seja a mãe de vocês, seus vagabundos”.

A enfermeira que estava claramente transtornada ainda usou palavrões e ameaças contra os policiais na companhia. “…eu vou acabar com a sua vida e o seu nome. Vocês não têm competência para prender bandido. Eu espero que algum parente seu vá parar na UPA e caia na minha mão, para eu deixar ele morrer”.

Após o registro do caso a enfermeira assinou um termo de comparecimento e foi liberada.

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