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Tuítes foram publicados na quinta-feira

A ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, se manifestou na última quinta-feira (14) sobre o Caso Pavesi, que aconteceu em 2000 e faz parte dos processos que apuram a suposta existência de uma máfia dos órgãos em Poços de Caldas. Os posicionamentos dela, por meio de sua conta pessoal no Twitter, aconteceram após Paulo Pavesi, pai do menino Paulo Veronesi Pavesi, postar um vídeo no Youtube, dizendo que entraria em greve de fome. Em seguida, internautas se mobilizaram e subiram a hashtag #SomosTodosPavesi.

As publicações de Damares começaram às 17h53, quando ela esclareceu que está tomando providencias sobre o caso, além de explicar os andamentos. Segundo a ministra, ela recebeu em 24 de janeiro um e-mail de Paulo Pavesi requerendo o reconhecimento de que o Brasil se omitiu no caso de seu filho e, ainda, pedindo uma reparação pecuniária.

A ministra informa que recebeu uma vasta documentação e se reuniu com a Consultoria Jurídica para decidir sobre as providências a serem adotadas. No dia 12 de fevereiro a consultoria teria emitido uma nota recomendando a comunicação dos fatos aos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública.

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Damares garante que, na última quinta-feira, a Assessoria Especial enviou o processo para a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos “para que adote providências no sentido de oficiar, além dos ministérios citados, os órgãos ouvidos na apuração do caso na fase policial”.

E finaliza: “Portanto, só queria que soubessem que estamos acompanhando o caso. Me comunico sempre com Paulo Pavesi e estamos tratando da questão. Qualquer solução será dada dentro do que prevê a legislação”.

O vídeo

Em um vídeo de quase 43 minutos, Paulo Pavesi aborda o caso, fala de questões relacionadas a política e sobre o que ele acreditava ser o fim do Caso Pavesi, ou Caso Zero, como é chamado na fase judicial de processos, já que foi essa a denúncia que desencadeou todas as investigações. Ele cita ainda a resposta de Damares.

O caso

Paulo Veronesi Pavesi caiu no playground do prédio onde morava, de uma altura de dez metros. Ele foi socorrido para o Hospital Pedro Sanches e transferido para o Hospital Santa Casa após ter a morte encefálica constatada. A família autorizou a doação dos órgãos, mas teria descoberto meses depois que o menino ainda estava vivo quando os órgãos foram removidos e transplantados em outros pacientes por médicos da equipe da MG Transplantes.

Com a denúncia, outros casos apareceram e foram iniciadas as investigações. O Caso Pavesi foi julgado em 2014, quando três dos sete médicos acusados foram condenados. Eles recorreram em 2ª instância e em 2016 as condenações foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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