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Três coletivos feministas de Poços de Caldas emitiram uma nota repudiando a prisão de uma mulher de 38 anos, por tentativa de aborto. Elas souberam do caso após a publicação da matéria pela imprensa. Os grupos garantem que o momento era de apoio.

Segue abaixo a nota na íntegra:

O Coletivo Feminista Panapanã, o Coletivo Feminista Marielle Franco e o Coletivo Feminista Mulheres pela Democracia, vêm por meio desta nota declarar repúdio à atuação dos responsáveis pela assistência prestada à mulher acusada por tentativa de aborto no serviço de saúde em Poços de Caldas, que culminou na prisão da mesma. Em um momento em que esta mulher demandava apoio psicológico, médico e jurídico, a ação providenciada só acarreta mais sofrimento para a mesma que já estava em estado de fragilidade. A criminalização do aborto não evita ou previne o abortamento voluntário. No entanto, viola os direitos reprodutivos, de livre arbítrio e de autonomia. Configura, ainda, problema de saúde pública, uma vez que causa aumento da mortalidade materna e injúria decorrente de aborto inseguro, causando gastos expansivos e desnecessários à Saúde Pública. Acrescentamos, além disso, que é comprovado que países que descriminalizam o aborto registram queda no número de abortamentos. Isso ocorre, pois, em vista da descriminalização, se estabelece uma política de saúde pública para regulamentar a prática do abortamento voluntário, que oferece suporte médico, psicológico e social para mulheres que se encontram em situação de gravidez indesejada.

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Ressaltamos, portanto, que a prevenção do abortamento voluntário e da mortalidade materna em decorrência se dá através do acolhimento, não da criminalização. Assim sendo, oferecemos apoio e suporte para mulheres que se encontram em situação de gravidez indesejada e de aborto inseguro. Deixamos claro também, para todas as mulheres, que existem centros de apoio na cidade. Os coletivos feministas estão abertos a recebê-las para diálogo, estudo, escuta e qualquer ajuda que seja demandada.

Para entrar em contato conosco basta procurar pelas páginas dos coletivos através do Facebook.

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