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Thiaguinho preferiu não falar com a imprensa (fotos: Mariana Negrini)

Thiago Luis Barcelar, conhecido como Thiaguinho, preso dentro de uma das fases da Operação Audacium, que investiga o tráfico de drogas no bairro Vila Nova, prestou depoimento na tarde desta sexta-feira (10). Ele se reservou no direito de ficar calado e apenas negou que tenha cometido qualquer crime. Ele é suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Thiago foi preso na quinta-feira (9) em Águas da Prata e era procurado desde o dia 12 de junho, quando a operação foi desencadeada. Segundo o delegado regional, Gustavo Manzolli, ele era considerado o número um da investigação, por fazer parte da cúpula da organização criminosa e por emprestar seu nome para o ponto de drogas. “Era um dos pontos de drogas mais antigos de Poços de Caldas e conseguimos com isso prender todo o bando e dar uma resposta à sociedade com relação a essa prática criminosa, que era escancarada”, pontua, acrescentando que as investigações continuam.

O delegado Cleyson Rodrigo Brene preside o inquérito e explica que mesmo após a deflagração da operação os trabalhos continuam, sendo que para prender Thiaguinho foi realizado o monitoramento de familiares, amigos e conhecidos que prestavam auxílio para os foragidos. “Nestes últimos dias intensificamos esse monitoramento e em quatro dias ininterruptos, fazendo a fiscalização de possíveis alvos, conseguimos abordá-lo na zona rural de Águas da Prata, em um local de difícil acesso e efetuamos a prisão”, explica.

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O suspeito não teve chances de reagir à prisão, uma vez que a propriedade foi totalmente cercada. Além de  estar um local ermo, o suspeito ainda mudou sua forma de se apresentar. Antes da prisão ele costumava ostentar uma barba grande, mas agora se apresenta sem ela, com o cabelo raspado, e um pouco mais magro.

Cleyson volta a reforçar a importância da prisão do suspeito, um dos principais do bando, e reafirma a existência de várias provas pelos crimes a ele imputados. Com essa prisão a operação já acumula 16 pessoas presas, além da apreensão de bens. São 24 veículos que somam mais de R$ 1 milhão, bens imobiliários com valores estimados em aproximadamente R$ 5 milhões e ainda construções, que podem aumentar muito o valor, em razão da qualidade dos empreendimentos.

Casa onde estava escondido fica na zona rural de Águas da Prata (foto: divulgação)

A defesa Thiaguinho é apresentada pelos advogados Caio Smanio e Paulo Smanio. Desde a semana passada eles buscam junto à justiça a revogação da prisão do acusado e esclarecem que em uma primeiro momento ela foi negada, mas irão recorrer junto ao Tribunal de Justiça. Eles ainda aguardam a conclusão do inquérito para elaborar as teses de defesa.

A reportagem questionou o advogado Caio sobre o motivo pelo qual Thiaguinho fugiu, já que ele nega ter praticado crimes. “Na leitura da defesa técnica ele não estava foragido, ele estava oculto, por entender que a prisão decretada era indevida e injusta em sua leitura. Então ele se encontrava, na leitura da defesa técnica, oculto”, pontua.

O delegado esclarece, porém, que para a polícia ele estava sim foragido, a partir da decretação da prisão. Ainda dá detalhes de como ele fazia para se manter nesta situação. “Ele possuía uma rede de monitoramento e de fuga, com vários locais para se esconder, entre eles Campestre, São João da Boa Vista e Águas da Prata. Agora as pessoas que davam auxílio para essa fuga também serão investigadas e poderão responder a inquérito policial”.

Cleyson pontua ainda que os trabalhos da Operação Audacium já estavam em fase final.

Participaram das investigações os policiais Bárbara, Nicole, Sinval, Paulo Silva, Douglas e Aram. Na prisão realizada na quinta-feira eles contaram com a equipe da delegada Julianne, com os investigadores Samuel, Clayton, Felipe e Samuel.

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