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A Polícia Civil de Minas Gerais se uniu à Polícia Civil e ao Ministério Público de São Paulo para a operação Echelon. O objetivo é atingir a estrutura da organização criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC). Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Poços de Caldas, Pouso Alegre, Guaxupé, Extrema, Divinópolis, Passos, Itaú de Minas, Botelhos, Sacramento, Caxambú e Fortaleza de Minas. Os trabalhos estão concentrados na célula que faz ligação dos criminosos nos estados.

Delegados falam da operação em Minas (foto: Mariana Negrini)

Na cidade o cumprimento teve início às 6h desta quinta-feira (14), assim como na região. Segundo o chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, Braúlio Stivannin, a Operação Echelon, tem a ver com escalão e com a hierarquia que existe dentro da organização criminosa investigada. “Em Minas 11 cidades foram alvos da operação com o objetivo de dar cumprimento a mandados de busca e apreensão, além da prisão de integrantes da organização. Os mandados de busca e apreensão buscaram provas e elementos que comprovassem a ligação dos suspeitos com a organização”, esclarece.

Foram apreendidos computadores, telefones, anotações, documentos e todo tipo de objeto que pudesse ligar os alvos à organização. A maioria dos mandados de prisão foi cumprido dentro de unidades prisionais. Em Guaxupé um homem foi preso em flagrante com aproximadamente um quilo de maconha.

Reunião definiu estratégia de ação (foto: Polícia Civil)

O delegado regional, Gustavo Manzolli, pontua que a modernização da legislação permitiu o cumprimento desses mandados contra suspeitos presos. “No tocante ao crime organizado a lei propiciou a polícia, ao Ministério Público e a justiça responsabilizar aqueles indivíduos que ficam no interior de unidades prisionais comandando o crime, ou seja, a partir do momento que fazemos a prova competente, no que tange à ligação desses indivíduos com ataques, tráficos de armas e drogas, eles podem ser responsabilizados com base na Lei de Organizações Criminosas”, pontua.

Em caso dos suspeitos serem condenados em razão destes novos crimes imputados a eles, as penas serão somadas às anteriores, aumentando o tempo de permanência deles fora das ruas.

Ataques

A operação não tem nenhuma ligação direta com os ataques ocorridos em Poços no último dia três. Mas, ela acaba cruzando com os trabalhos desenvolvidos de forma local, uma vez que os responsáveis pelo ataque são suspeitos de integrar o PCC.

No caso dos trabalhos de Poços com relação aos ataques, o regional pontua que sete pessoas foram presas, uma delas, inclusive, estava dentro do presídio.

Investigação

As investigações começaram quando agentes penitenciários encontraram fragmentos de manuscritos na rede de esgoto do Presídio de Segurança Máxima de Presidente Venceslau, no interior paulista. Elas são conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior -8 (Deinter-8), de Presidente Prudente, e pelo grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPE. O inquérito mostra como a cúpula do grupo mantém contato com bandidos em outros Estados, atuando nos tráficos de armas e drogas. As investigações apontam ainda que o número de membros da organização cresceu seis vezes e já chega a 20 mil integrantes.

A organização está espalhada por todo o país e fora dele. Acredita-se que Minas Gerais seja o quarto estado com maior número de membros, totalizando 1.432 pessoas.

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