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Um jovem de 23 anos foi baleado na região das nádegas em uma suposta emboscada, no Jardim Ipê, durante a noite de quarta-feira (7). A vítima acredita que o disparo foi feito por um homem que teve um relacionamento com sua ex-namorada.

Segundo a Polícia Militar, a tentativa de homicídio foi informada por meio do 190. O chamado foi realizado por volta das 21h30 para a rua Miguel Gradinnetti. No local os militares apuraram que Kawan Guilherme de Oliveira, de 23 anos, e seu avô, estavam em casa quando Karina de Freitas Arídio, de 25 anos, ex-namorada do rapaz, parou em frente ao imóvel e passou a gritar por Oliveira. O rapaz não teria ouvido os chamados e então Karina ligou para o celular do avô dele, solicitando que pedisse ao neto para que falasse com ela.

Oliveira relatou que saiu de casa e, já na rua, foi surpreendido por Davidson Cristiano Luswarghi, de 24 anos, pai dos filhos da ex-namorada, que estava armado e mandou que ele não corresse. Mas o rapaz não acatou a ordem e se virou para entrar em casa, quando foi feito o disparo, que acertou a região glútea do lado direito. Mesmo ferido, ele continuou correndo e foi seguido por Luswarghi até entrar em casa.

O avô de Oliveira relatou ter conseguido fechar a porta da cozinha e assim impedido que o autor do tiro e outro rapaz que o acompanhava entrassem no imóvel. A dupla ainda disparou mais um tiro, que acertou a parede da cozinha. Depois, percebendo a movimentação na rua, os dois homens fugiram usando um carro escuro que estava parado nas imediações.Testemunhas informaram que Karina também teria deixado o local, em um Gol branco.

Oliveira foi socorrido pelo Samu e encaminhado para a Santa Casa, onde permaneceu internado. De acordo com informações colhidas pela polícia, ele requer cuidados médicos, mas não corre risco de morte.

Como havia denúncia de que Karina poderia ter participado da emboscada, a polícia foi atrás dela e conseguiu prendê-la. Na ocasião ela contou que foi até o endereço do ex-namorado para saber de alguns objetos que Oliveira supostamente teria furtado de sua casa. Ela afirmou que não conhecia os rapazes que dispararam os tiros e que fugiu assim que ouviu o barulho dos disparos.

Luswarghi também foi preso pela PM em casa, mas a arma usada no crime não foi encontrada. Questionado sobre a acusação, ele negou qualquer envolvimento na tentativa de assassinato e permitiu que os policiais entrassem em sua casa e realizassem buscas, alegando que não tinha culpa nenhuma e nem nada a temer. Os dois presos foram encaminhados para a delegacia, onde foram ouvidos e liberados. A Polícia Civil deve instaurar inquérito para apurar o caso.

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