Publicidade
Mais de 130 pessoas foram ajudadas pelo projeto (foto: Giza Monteiro)

O projeto social Família Belém reuniu mais de 400 pessoas no Santuário da Mãe Rainha para um jantar que encerrou as atividades de 2017. Esta foi a terceira edição do evento que tem o objetivo de  proporcionar um natal mais farto e alegre às famílias que enfrentam dificuldades financeiras.

“De família para família”. Este é o lema do Família Belém, que seleciona pessoas em momento de necessidade financeira e abre cadastro para que outras famílias possam ajudar, doando uma mini ceia de Natal, roupas e sapatos para as crianças. Durante o processo, missionários visitam a casa de quem receberá ajuda, conhecem suas histórias e procuram dar auxílio às necessidades mais urgentes. Neste período, a família que se cadastra como doadora recebe foto da família a quem vai ajudar, um cartão desenhado pelas crianças e uma lista com o que elas desejam ganhar. Na semana do Natal, um jantar marca o encontro das duas famílias.

Este encontro aconteceu na última terça-feira (19). Ao todo foram mais de 200 pessoas que receberam ajuda entre crianças, adultos e idosos.

Musical natalino encantou crianças e adultos (foto: Giza Monteiro)

Depois de assistirem a um musical natalino, os doadores se sentaram à mesa e puderam e conhecer melhor a história de cada pai, mãe e criança a quem ajudaram. No fim da noite, em meio ao sentimento de solidariedade já presente, foi feita a entrega de uma mini ceia de natal e dos presentes para as crianças, que receberam brinquedos do projeto e ainda escolheram o que gostariam de ganhar, entre roupas e calçados.

A noite do jantar reuniu muitos voluntários, mas o trabalho para proporcionar uma noite memorável começou há muito tempo. O planejamento teve início no mês de agosto e desde de outubro as famílias que foram ajudadas recebem visitas dos missionários do projeto. Toda a dedicação dos voluntários deu resultado, pois não faltaram elogios.

Vários elogios foram feitos ao cardápio do jantar (foto: Giza Monteiro)

Dona Maria Geracina da Silva, catadora de material reciclável, faz parte de uma das famílias que recebeu ajuda e ficou satisfeita com  o projeto. “Adorei, adoro as meninas que foram na minha casa. Eu falo assim ‘vocês são minhas netas’, é a mesma coisa que a minha neta, que eu criei. Elas adoraram a minha casa, me adoraram, gostaram de tudo. Elas me abraçavam, e eu sinto até saudade delas quando elas não vão lá em casa. O jantar estava uma delícia, eu gostei da família que me adotou. Fiquei feliz e tomara que continue, né? Se Deus quiser”, comenta.

Na mesa com dona Maria, a família de Nelson de Oliveira, que participa do projeto pela segunda vez, também estava feliz. Junto da esposa Joana D’arc Pereira Sasaki de Oliveira, Nelson destacou  que esta noite foi tão emocionante quanto a primeira. “Dá tanto resultado que no ano que vem nós já estamos firmes para outra.”

As famílias de Dulce e Paulo ficaram juntas durante toda a noite (foto: Camilla Resende/Poços Já)

O clima de satisfação e alegria é unânime entre os que participam do evento. Dulce Pecinato de Oliveira conta que tomou a iniciativa de ajudar ao se entusiasmar com os relatos da cunhada, que participou das edições anteriores do projeto. “Estou gostando muito, é uma iniciativa que valeu à pena. Por isso que eu resolvi trazer meus netos, para eles aprenderem que a gente precisa sempre dividir as coisas com as pessoas que têm menos que a gente”, explica. A atitude deu resultado,  já que Ana Clara de Oliveira Souza, de sete anos, pretende levar as atitudes solidárias adiante. “Eu adorei a apresentação e gostei de ficar aqui. Gostei de ajudar e quando eu crescer vou querer ajudar as outras pessoas”, confirma a menina.

Apadrinhado por Dulce e sua família, Paulo Donizete Galo diz que esta foi a primeira vez que algo do tipo foi feito por ele e sua família. “Eu trouxe o meu filho aqui também para conhecer o padrinho dele e estamos achando muito bom. Eu achei muito legal, nunca fizeram isso com a gente, foi a primeira vez e estou muito satisfeito de estar aqui, muito obrigado”, diz emocionado.

Depois do jantar, as crianças ganharam saquinhos com doces (foto: Giza Monteiro)

Na hora de voltar  para casa, os sorrisos das crianças revelavam o quanto gostaram da experiência. As famílias que receberam ajuda são moradoras da zona sul da cidade, e a organização do projeto providenciou transporte para todas elas. No ônibus, rodeados de presentes, Luciano Teodoro e sua filha Ana Beatriz Teodoro, estavam satisfeitos com a noite. “O que é muito interessante é que além de sair daquela rotina do dia a dia, alimenta aquele sentimento de fraternidade, de compaixão, de amor, de caridade ao próximo. É muito legal que não só nos dias de Natal as pessoas contribuam com isso, mas todos os dias do ano. Isso só alimenta coisas boas para si mesmo”, ressalta Luciano, que menciona também a importância da ação para as crianças. “É positivo porque eles começam a compreender o que é caridade e o que é egoísmo, uma coisa que a gente vê muito no mundo”.

Cerca de 100 pessoas fizeram parte da equipe de voluntários (foto: Giza Monteiro)

A satisfação se estende aos voluntários, que encerram a noite gratos e contentes pelo que puderam proporcionar às famílias. Como é o caso de Letícia Nunes Carvalho, que participou como voluntárias das três edições do projeto. “Se a gente sempre retorna, eu acho que é porque é muito válido para nós, tanto quanto é para as pessoas que a gente ajuda. É boa a sensação de poder ajudar alguém não só financeiramente, não só com o alimento, ou com roupas, mas com afeto. As pessoas atualmente são muito carentes, às vezes elas precisam de alguém para escutar, para conversar, ou para dar algum outro tipo de apoio. E isso não se encontra mais. É o que falta às vezes no natal, alguém para ouvir, para partilhar de experiências. A gente vai embora realizado”, finaliza.

Publicidade