sábado , 21 outubro 2017
Tati Morais

Grupo quer apresentar a bacia hidrográfica de Poços em sacos de pão


O grupo ‘A Cidade que Engole Rios’ quer estampar mapas de toda a bacia hidrográfica de Poços de Caldas em sacos de pão. A ideia acompanha as várias ações que o movimento promove para que a população tenha conhecimento dos rios e córregos que a cidade ‘afoga’. Para que o trabalho saia do papel, é preciso de apoio.

A ideia surgiu em umas das reuniões que o grupo promove. O foco principal é informar as pessoas sobre a existência desses rios e usar o saco de pão para isso surgiu em um dos cafés do movimento. “O pão está na casa das pessoas todos os dias, queremos disseminar o mapa hídrico da cidade, para que elas possam conhecê-lo, só assim teremos consciência da importância de preservá-los”, conta Dayron Teixeira Magalhães, participante do grupo.

Para que os sacos de pão possam levar os rios às casas das pessoas, o grupo precisa de apoio. “Fizemos uma parceria com a fábrica que faz o papel de pão, mas precisamos de patrocínios para custear a produção, sem essa ajuda não conseguiremos desenvolver a ideia”, explica.

Algumas empresas já apoiaram a causa, a arquiteta e urbanista Vanessa Miglioranzi Monteiro, por meio de seu escritório, é uma patrocinadora. “Achei a ideia muito criativa, acho que devemos apoiar essa iniciativas. Todos nós estamos ligados a esses rios, precisamos apoiar essas pessoas que estão preocupadas não só com os rios de Poços, mas com a vida de toda a população”, declara.

Além de levar conhecimento às pessoas, outro intuito é que elas possam guardar esse mapa. Professores também poderão usá-lo como material em salas de aula, serão produzidos 30 mil sacos de pão com o mapa da bacia hidrográfica e com o nome dos patrocinadores.

O grupo
O Grupo A Cidade Que Engole Rios é formado por arquitetos, urbanistas, ambientalistas, educadores, artistas e outros profissionais que se uniram com o objetivo de discutir os rumos urbanísticos da cidade após a enchente de janeiro de 2016 e causou danos consideráveis a imóveis, veículos e mercadorias de lojas.

A tempestade, que durou aproximadamente uma hora e inundou as principais ruas do Centro, evidenciou um problema não apenas de Poços de Caldas, mas de várias cidades brasileiras, as construções por cima dos rios. Para o grupo, essas construções acabam por não acomodar a vazão da água, visto que as margens e a superfície estão ocupadas por essas construções.

*Fonte: Assessoria de Imprensa

App Poços Já

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