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Tuani deixou três filhos e será enterrada em Caxambu (MG).

Osmair Pereira Brasil, de 26 anos, disse que não sabia que tinha matado a ex-companheira Tuani Pereira Castilho, também de 26 anos. Ele alegou que teria segurado o pescoço da vítima e ela teria caído sobre um espeto de churrasco. Osmair disse também que saiu da casa com a vítima ainda viva.

Arma usada no cime foi um espeto (Foto: Polícia Civil)
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Ao  falar com a imprensa, a primeira coisa que o assassino disse foi que se tratou de um acidente. “Foi um acidente. Fui lá para conversarmos um negócio das minhas crianças irem viajar, aí ela se achou ignorante e deu uma tapa no meu rosto e nós entramos em luta corporal. Aí eu cai, nós caímos no chão, eu cai por cima dela e segurei no pescoço dela. Nisso eu levantei e falei que ia embora que era melhor e ela balançou a cabeça e mexeu o olho”, conta. “Tinha uma coisa que parecia um espeto, que eu achei que tava por baixo dela, eu tirei e num vi nada. Falei mais uma vez que ia embora e ela balançou a cabeça. Só fui saber do fato hoje cedo”, acrescenta.

Homem foi preso no serviço (Foto: Mariana Negrini/Poços Já)

Ele conta que foi para a casa da ex por volta das 20h após ter ligado para a irmã da vítima. Ao chegar na casa a vítima não estava, ele diz que brincou com os filhos e depois desceu para casa onde ficou até que Tuani chegasse e o crime ocorresse. Ele faz questão de ressaltar que, quando saiu da casa, a mulher estava viva. “Fui ficar sabendo agora de manhã quando foram no meu serviço. Nem sabia que ela tava daquele jeito(morta)”, pontua.

Quando questionado sobre episódios de agressão praticados por ele contra a Tuani ele diz que já foi preso em outras duas ocasiões. Em uma dessas ocasiões houve a expedição de uma medida protetiva, que a própria vítima quebrou, ao reatar com o autor.

Foram essas agressões anteriores que levaram Osmair a ser inserido em um grupo de apoio público, no Centro Especializado de Assistência Social (CREAS), com reuniões semanais com psicólogos. O autor deixou de frequentar o grupo por algum tempo e reapareceu na terça-feira, um dia antes do crime. “Eu tinha largado por causa dela, eu mais num ia porque ela dizia que eu estava indo para a gandaia e fazendo anarquia, por sair do serviço e ia direto”, explica.

Questionado sobre as roupas que usava no momento do crime, a presença de sangue nelas e o motivo de tê-las colocado na máquina de lavar, o autor diz que andou pela cidade a noite toda e ao chegar em casa trocou de roupas para ir trabalhar e colocou as roupas para lavar. “Não sei, eu não vi sangue, não vi nada”, diz.

Versão contraditória

Para a delegada Maria Cecília Gomes Flora, que preside o inquérito, a versão do autor tem alguns pontos contraditórios, provavelmente em uma tentativa de desqualificar o crime de feminicídio para lesão corporal.

Os trabalhos da Polícia Civil começaram ainda quando o crime foi noticiado. A equipe esteve no local e iniciou as diligências em busca do suspeito. Os policiais foram até a casa onde ele estava residindo e a mãe dele apresentou para a Polícia Militar as roupas que ele havia vestido. “Essas roupas estavam manchadas de sangue e vão passar por perícia”, conta Maria Cecília.

Roupas foram apreendidas e serão periciadas (Foto: Mariana Negrini/Poços Já)

Como o autor não estava em casa e havia a informação de que ele estava no serviço, os policiais civis foram até lá e o prenderam. “Ele negou a autoria do delito e ao ser confrontado com as provas, inclusive o fato de ele ter sido visto na casa, ele acabou confessando o crime e alega que foi acidente, embora afirme que a agrediu”, pontua a delegada. “Ele não consegue explicar muito bem como o espeto foi parar dentro do quarto e apresenta algumas contradições com relação ao momento do crime”, acrescenta.

A delegada confirma que foram os três filhos do casal, com idade entre 2 e 6 anos, noticiaram o crime a uma vizinha, que acionou a polícia.

Indiciamento e crianças

Os indiciamentos ainda estão trabalhados conforme são feitos os trabalhos policiais. A princípio Osmair será qualificado para feminicídio, uma modalidade do homicídio com agravantes. A pena de homicídio é de 12 a 30 anos.

O autor foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio, enquanto as três crianças foram deixadas com uma irmã da vítima, em um primeiro momento, e já estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar.

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