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Olá queridos (as)! Essa coluna tem o objetivo de abordar assuntos que envolvem a busca pela felicidade e procuro sempre fazer isso com leveza, alto astral e bom humor, mas o tema de hoje é bem sério e necessário, então peço licença para falar de algo que aflige a maioria das famílias e pode ser que a sua esteja passando por algo assim. Vamos falar de sistemas familiares doentes.

É comum, ao observarmos a própria família e as famílias de pessoas próximas, com as quais convivemos, encontrarmos diversos tipos de dificuldades como doenças hereditárias, vícios, dívidas, violência, traição, brigas, abandono, rejeição, tragédias e dificuldades de relacionamento entre as pessoas. De modo geral, as famílias têm problemas e muitas vezes esses problemas podem estar relacionados a questões geracionais.

Como está a sua realidade familiar? Será que alguma ordem foi quebrada? Será que a hierarquia é respeitada? Será que os antepassados são honrados por todos daquela família? Será que as relações estabelecidas são equilibradas? Todas as pessoas ocupam o lugar devido e assumem seu papel correspondente? O amor e a harmonia prevalecem na sua família?

O olhar sistêmico é amplo, sai da esfera individual e olha para o todo, para a interdependência e a influência mútua que existe entre todos os membros daquele sistema. É como se eles estivessem ligados por uma grande teia. Então, quando alguém da família é considerado o grande problemático, será que é só ele quem está doente ou ele revela uma dinâmica familiar doentia?

A teoria sistêmica acredita que, para tratar questões recorrentes nos indivíduos, é importante considerar os sistemas nos quais ele está inserido, sejam eles grupos, famílias ou até empresas. Quando se passa a entender o indivíduo como pertencente ao sistema do qual ele veio, como a família, pode-se perceber a importância dos vínculos familiares e como eles interferem nas dinâmicas de vida, pois a forma que a pessoa se posiciona dentro do sistema familiar geralmente é reproduzida nos outros sistemas aos quais ela faz parte. É a partir da convivência familiar que desenvolvemos nossos primeiros referenciais de existência e aprendemos inconscientemente a forma de nos relacionarmos com o outro e com a vida.

Você reproduz comportamentos dos seus pais e eles dos seus avós? O quanto esses comportamentos te dificultam ou te impedem de conquistar seus objetivos e ter realizações pessoais e profissionais? Mesmo tendo consciência desses padrões de comportamento inadequados, como você lida com eles e o quanto consegue de fato não repeti-los na sua vida?

Ao responder essas perguntas, podemos montar um retrato da cultura familiar, crenças, valores, aprendizados, padrões de pensamento e atitudes que são transmitidos de maneira consciente e inconsciente ao longo do tempo, desde os antepassados, e que influenciam nosso comportamento, nos levando a ter as mesmas escolhas feitas por nossos pais ou avós.

Mas calma, tudo tem solução! Os padrões tendem a se perpetuarem a menos que alguém os transforme. Assim, as chamadas “maldições familiares” podem deixar de serem sofrimentos e passarem a ser bênçãos. Quem sabe você é a pessoa que pode mudar o destino da sua família e abrir um caminho melhor para si e para as futuras gerações?

Talvez aquele “problema” só seja um problema porque ninguém olhou para ele e reverteu o processo para algo positivo, usando essa energia para a prosperidade de todos.

Fica aqui o convite para olhar com respeito e admiração para a história da sua linhagem e perceber o que da história deles está contido na sua história. Aceitar o papel de cada um permite que os membros da família se libertem da tensão que surge quando algo está em desordem, assim é possível restabelecer a ordem fazendo com que cada um ocupe o seu lugar. Quando deixamos a responsabilidade dos outros com os outros e cuidamos somente do que nos pertence, daí sim conseguimos ter força e leveza para seguir. Dessa forma, a vida pode fluir!

*Daphne Rajab Cardia é psicóloga, formada na Universidade Vila Velha, MBA em Gestão de Pessoas pela FGV, Coach certificada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Consteladora Familiar Sistêmica formada pela Hellinger Schule Brasil, especialista em desenvolvimento pessoal e profissional. Tem como missão de vida ajudar as pessoas a tomar consciência de si mesmas e alcançar a vida plena.

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