Na sexta-feira (5) foi realizado o último voo entre Poços de Caldas e Belo Horizonte pelo programa Voe Minas Gerais. O governo estadual decidiu suspender os voos devido à baixa procura.

Além de Poços, as cidades de Pouso Alegre, Varginha, Passos e Guaxupé foram afetadas pela decisão publicada no Diário Oficial na quinta-feira (4). O prefeito Sérgio Azevedo lamentou a decisão, mas afirma que está conversando com a empresa responsável pelas operações para que os voos sejam retomados.

“Estes voos funcionavam com subsídio do governo estadual, mas devido à crise o governador (Romeu Zema) decidiu retirar esses subsídios, incluindo Poços. Já estive com a empresa proprietária dos voos que nos comunicou a decisão e informou que tinha interesse em continuar o serviço por conta própria, como aconteceu em cidades onde os trabalhos já são autossuficientes”, explicou.

Ainda de acordo com o prefeito, a autossuficiência de Poços pode ser adquirida apenas com a divulgação dos voos, promoções e preços mais acessíveis. “Vão tentar viabilizar a continuação dos voos, espero que eles possam continuar, como benefício para comércio, turismo e outros setores”.

O aeroporto Embaixador Walther Moreira Salles iniciou em junho de 2017 o Projeto de Integração Regional de Minas Gerais – Modal Aéreo (PIRMA) com o voo inaugural trazendo autoridades da capital para a cerimônia de inauguração dos voos comerciais. O local ficou 16 anos sem voos comerciais até ser integrado ao programa.

Os valores pagos variavam de R$ 550 a R$ 600 com saída de Poços para BH. Já para quem optava em descer nas cidades de Pouso Alegre ou Varginha os valores variavam de R$ 130 a R$ 180.

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