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Lucas Sucena Ribeiro explica cuidados necessários na hora de contratar previdência privada (fotos: Juliano Borges/Poços Já)

A proposta de Reforma da Previdência, que tramita atualmente no Congresso Nacional, reacende a procura por planos de previdência privada. Porém, esse tipo de investimento ainda gera dúvidas. Quem esclarece é o economista e sócio da Öküs Capital, Lucas Sucena Ribeiro.

Segundo Lucas, em comparação com a previdência social, as vantagens são muitas. “Na aposentadoria por previdência privada, o que você contribuiu, mais o que rendeu, é seu. Hoje estamos contribuindo com a previdência social sem ter a certeza se vamos nos aposentar lá na frente”, comenta.

Porém, é preciso tomar cuidado na hora de contratar. O primeiro passo é procurar uma instituição gestora de investimentos e evitar os bancos. “O banco pega o seu dinheiro, empresta, recebe dinheiro por este empréstimo e te paga. Quanto mais caro ele cobra no empréstimo e menos te paga, mais ele vai ganhar”, resume Lucas.

Esse é o spread bancário, que prejudica os investidores e favorece apenas os bancos. O oposto acontece na relação das gestoras com os clientes, em que o objetivo é que o dinheiro renda cada vez mais, para que todos ganhem.

PGBL ou VGBL?

Antes de assinar o contrato de previdência privada, é preciso saber a diferença entre os dois modelos possíveis: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro é recomendado para trabalhadores com alta renda, pois o valor investido pode ser declarado à Receita Federal para abatimento de até 12% da base de cálculo do Imposto de Renda. A desvantagem é que, no momento do resgate, é pago imposto sobre todo o valor, ou seja, o investimento e o lucro.

Já o VGBL é direcionado a trabalhadores que não declaram Imposto de Renda ou fazem declaração simplificada. Dessa forma, quando houver o resgate, o plano cobra imposto apenas sobre o rendimento.

Progressiva ou regressiva?

Também há duas formas de quitação de impostos no momento do saque: progressiva ou regressiva. O modelo progressivo cobra alíquotas cada vez maiores, de 10% a 35%. É ideal para quem pretende resgatar o dinheiro após curto período, de até dez anos.

Já o regressivo implica em diminuição da porcentagem de imposto, com o decorrer do tempo, de 35% para 10%. Esse modelo é bom para o trabalhador que pretende fazer a retirada a longo prazo.

Saque a qualquer momento

Entre as principais vantagens da previdência privada, em comparação com a social, está a possibilidade de saque a qualquer momento.  Geralmente, o dinheiro chega à conta em até cinco dias após a solicitação.

Além disso, não há prestação fixa, o valor é variável e definido pelo bolso de cada cliente. “Você investe o quanto pode, quando pode e se quiser”, comenta o economista.

Ainda há diferentes formas de resgate: é possível receber todo o valor investido e reaplicar, ou então transformar em aposentadoria, com renda fixa por mês.

Escritório da Öküs Capital fica na rua Paraíba

Para saber mais sobre previdência privada e quaisquer outros tipos de investimento, entre em contato com a Öküs Investimentos pelo telefone (35) 3114-0209 ou pela internet (página no Facebook ou site). O endereço é rua Paraíba, 29, sala 210, Centro de Poços de Caldas.

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