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Inicio este texto agradecendo, principalmente pela oportunidade de pensar. Por seis meses, pude escrever aqui sobre temas variados, assuntos de meu interesse que tentei explorar para além da minha opinião pessoal, mas sempre conduzindo-os para a reflexão e o questionamento. Pois considero que eu e vocês que estão lendo esta ponderação fazemos parte de uma porção minoritária da população, que antes de acatar algo como verdade, pergunta: Por quê?

Poucos se perguntam o porquê das coisas. E como diriam os filósofos existenciais, quem tem um “porquê” suporta qualquer “como”. Esta é a paráfrase do jargão popular ” os fins justificam os meios”. É preciso encontrar um sentido – ou O sentido – para as coisas, para o mundo e para nossa existência. E para encontrá-lo, é preciso questionar.

Quem questiona, pensa. E como diria Descartes, se penso, logo existo. Ora, se é preciso buscar sentido para a existência, e se pensar me faz existir, a mim parece lógico que pensar é encontrar o sentido. “Minha procura por si só, já era o que eu queria achar “, reza a bela canção. E aqui neste espaço, pensei, busquei sentido para as coisas. E nesta busca, me encontrei. Por isso, sou grato.

A gratidão, aliás, é exercício. Aprendemos esse exercício ainda bebezinhos, recém nascidos, sem consciência do que estamos fazendo de fato, ao clamar pelo seio materno. A boa mãe, ao perceber a fome de sua cria, dá o peito, saciando fome e desejo. O filho, por sua vez descansa até a próxima fome, quando aos berros dirá (sem dizer) o quanto precisa de sua mãe e é incapaz de viver sem ela. Percebam o movimento recíproco de gratidão, ainda que a palavra “obrigado” sequer tenha sido dita. Um “muito obrigado” também se diz com atos, na maioria das vezes até mais do que com as próprias palavras.

Aprendemos e apreendemos o exercício da gratidão bem cedo, parece mesmo que já nascemos sabendo agradecer. Deveríamos igualmente praticar este exercício mais vezes na vida adulta. A gratidão faz bem, tanto para quem a recebe quanto para quem a dá.

Agradeço, portanto, primeiramente e sempre a Deus. Aos meus amigos João e Juliano, pela oportunidade e confiança, e a toda equipe do Poços Já que possibilitou esse espaço. E claro, a todos e todas que leram, opinaram, criticaram e me ajudaram a construir um lugar de reflexão. Família, amigos, leitores, todos aqueles contribuíram de alguma forma para fomentar minha vontade de questionar. Existimos em um mundo duro, e nosso pensar lança luz às obscuridades do dia-a-dia. Somos luz!

Por ora, encerro minhas atividades como colunista do Poços Já. Foram bons seis meses. Desejo ao jornal e aos seus leitores mais seis meses, e depois mais seis, e depois mais, e mais, e mais, de muita luz, reflexão e sabedoria.

Gratidão!
Até breve!

*Anderson Loro é psicólogo e músico. Como psicólogo, atua em clínica particular e no serviço público pela Prefeitura de Poços de Caldas, com pessoas em situação de rua e com grupos de homens denunciados por meio da Lei Maria da Penha. Como músico, atua em diversos grupos, dentre eles a Banda Capitão Vinil.

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