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Davison Advogado

Desde pequenos somos induzidos a acreditar que o erro é algo ruim. Na nossa educação usualmente somos punidos quando erramos. Mas, se observarmos, é “colocando o dedo na tomada” que aprendemos. A experimentação é algo essencial. Até bem pouco tempo atrás o empreendedor era encorajado a, antes de qualquer coisa, utilizar o famoso “Plano de Negócios”, apesar de conheceremos poucos negócios que tenham sido construídos assim.

Já há alguns anos, a ciência questiona sua validade. Sem dúvidas é proveitoso como instrumento de reflexão, mas não como forma de tentar prever o futuro. Isto, já sabemos, não funciona! Mas, então, qual a forma de seguir adiante? De empreender com mais segurança? De construir negócios viáveis? A resposta é: experimentar (o que não quer dizer só ir e fazer).

Experimentar no bom sentido da palavra significa trocar a lógica de tentar prever por uma lógica hipotética, onde você testa suas percepções para evitar cair nas armadilhas do cérebro, que já discutimos por aqui. Nesta lógica, ao empreendedor inicialmente, mais importante que ganhar muito dinheiro é aprender e, ao invés de prever, construir o futuro passo-a-passo, errando muito, mas errando rápido e dispendendo o mínimo possível de dinheiro, tempo, energia e reputação.

A regra maior é testar, mas sempre obedecendo estes poréns. Parta de uma ideia, gere hipóteses a partir dela, encontre uma forma rápida e barata de testar, aprenda com o teste e isso melhorará sua ideia inicial com evidências reais e não suposições. Faça esse ciclo girar sempre, e cada vez mais você estará próximo do seu sucesso. Sem prever, sem precisar investir muito. Uma ideia, assim como uma criança, precisa de tempo e espaço para crescer! Não force a barra!

*Rubens Massa é fundador do Grupo Solve de Desenvolvimento Empresarial, coordenador do curso de administração 4.0 da Unifenas em Poços de Caldas e coordenador adjunto do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV/EAESP; Erich Schultz é empresário, empreendedor em série, designer de negócios e co-fundador do Grupo Solve com sede em Poços, São Paulo e professor do programa Impulso FGV.