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A situação financeira da empresa pública Águas Minerais Poços de Caldas foi motivo de questionamento na Câmara dos Vereadores na sessão da última terça-feira (7). O autor do pedido de informações, vereador Pedro Magalhães (PSDB), coloca, entre outras indagações, a possibilidade de privatização da empresa pública.

O requerimento vem justamente alguns dias após a divulgação de que a Águas Minerais atrasou o pagamento e o adiantamento do 13º salário dos servidores, alegando falta de dinheiro em caixa. Após intervenção do ao Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv), da prefeitura e do próprio DMAE, sócio majoritário da empresa, foi feita uma suplementação orçamentária por parte do departamento, valor transferido em seguida à publicação de decreto pelo prefeito. Com o repasse do dinheiro, os pagamentos foram realizados no dia 3 de agosto.

Dentre os questionamentos apontados no requerimento, o parlamentar indaga se a empresa consegue se sustentar com seus próprios recursos, se são realizadas licitações para a seleção de fornecedores e prestadores de serviços, se a empresa envia suas prestações de contas ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e se existem estudos sobre a viabilidade econômica da empresa, sendo ou não viável a privatização.

“Na verdade eu quero entender a situação financeira das Águas Minerais tendo em vista que é uma empresa pública e no meu modo de pensar a gente deveria se preocupar com serviços essenciais, como saúde, educação e segurança, e mais uma vez ficar tirando dinheiro, no caso ali tirando um aporte do DMAE, pra poder transferir para as Águas Minerais e assim fazer cumprir o custeio operacional.  Acho que precisa fazer uma análise mais profunda e ver se o caminho talvez seja terceirizar as Águas Minerais ou trilhar outro caminho. Ela é deficitária, não tem dado lucro e acho que empresa tem que ficar com iniciativa privada e não com poder público”, aponta o vereador.