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Rampas não têm padrão, segundo os parlamentares (foto: divulgação)

A acessibilidade no município foi colocada em pauta na última sessão ordinária da Câmara dos Vereadores, realizada na quinta-feira (3).  Os parlamentares Ciça Figueiredo Opípari e Paulo Tadeu Silva D’Arcadia, ambos do PT, entraram com pedido de informações sobre acesso a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos na cidade.

De acordo com os vereadores, o pedido questiona a lama asfáltica colocada em alguns trechos próximos às calçadas da rua Junqueiras até a Fepasa. Eles explicam que o trabalho realizado lembra uma rampa de acessibilidade, porém não possui inclinação e não há padrão entre eles.

No requerimento encaminhado ao Executivo, os vereadores citam que é extensa a legislação que trata da acessibilidade, a qual busca garantir o direito a uma cidade mais acessível.  Destacam ainda as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 9050, que estabelece critérios e parâmetros técnicos que devem ser observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade.

O objetivo da norma é que a maior quantidade de pessoas, independente da idade, estatura ou limitação, possa utilizar de forma autônoma, segura e independente todos os ambientes, edificações e mobiliários urbanos.

Sendo assim, os parlamentares solicitam informações detalhadas sobre o serviço realizado no trecho citado da rua Junqueiras e também sobre o investimento por parte da administração, com relação  à contratação de empresas de engenharia para adaptação de prédios públicos.

“A gente entende que é necessário e extremamente importante e urgente pra que as pessoas possam se locomover dentro da nossa cidade e  a nossa cidade seja acessível, só que não pode fazer isso de qualquer jeito, tem que se manter as normas para que seja ideal para as pessoas trafegarem. A gente precisa começar a fazer um debate mais aprofundado e realmente implementar esse tipo de política pública, porque o que a gente vê ultimamente não é um investimento concreto”, conclui a vereadora Ciça.

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