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Davison Advogado

O prefeito Sérgio Azevedo anunciou, na tarde desta quinta-feira (5), investimentos que serão destinados à saúde do município. Além da contrapartida do curso de medicina implantado na PUC de Poços no final do ano passado, recursos oriundos do DME serão repassados à Santa Casa, de forma gradativa, conforme a necessidade da instituição.

Durante os próximos seis anos haverá uma contrapartida da PUC ao município,  que se dará em  infraestrutura, através de construção e manutenção nas unidades de saúde , treinamento para servidores do SUS, com cursos de pós-graduação e compra de equipamentos, além de bolsas de residência para médicos atuarem em unidades de saúde da cidade.

De acordo com o pró-reitor da PUC, Iran Calixto, o orçamento para este ano está na ordem de R$850 mil e a cada ano esse orçamento é acrescido com a entrada de novos alunos. “Além dos alunos já estarem frequentando as UBS, nós teremos investimentos dessa ordem e nos próximos anos, em parceria com o gestor SUS, com a secretaria municipal de saúde, vamos adequar essas verbas, dentro das necessidades do município. Todo mundo ganha, nossos alunos, a comunidade e o município”, ressalta.

Anúncio foi feito durante coletiva no gabinete do prefeito (foto: Tatiana Espósito / Poços Já)

Santa Casa

O prefeito também falou do suporte financeiro que será destinado à Santa Casa de Poços de Caldas, com recursos  provenientes do DME. Segundo o Chefe do Executivo, esse não será exatamente um repasse, mas uma reserva, um valor que será retirado do DME para atender ao hospital conforme as necessidades. Sérgio explica que esse suporte é uma forma de adiantamento de repasse de verba que o estado deve ao setor de saúde do município.

De acordo com o prefeito, os valores serão repassados ao hospital mês a mês, até que ele se equilibre, mas há um prazo, de no máximo três anos, para que o desequilíbrio seja sanado.

“Esse dinheiro vai ficar à disposição da prefeitura para socorrer a Santa Casa até que ela se equilibre, porque hoje as dívidas  são enormes, o funcionamento é deficitário, ela não consegue viver e não consegue fazer o que ela precisa. Esse dinheiro, na verdade, vem substituir um dinheiro que já é dela, que é do governo do estado que não repassa”, explica.

O valor estipulado pelo prefeito para repasse é da ordem de R$8mi por ano. “A prefeitura vai passando conforme a necessidade, mas limitado em no máximo três anos , em três anos Santa Casa tem que estar equilibrada. Essa é nossa expectativa e sabemos que a Santa casa pode funcionar”, afirma.

Sobre a forma como o suporte será realizado, Sérgio esclarece que será feito com base em resoluções emitidas pelo estado, como forma de adiantamento de repasse de verba. “Se puder ser feito dessa forma é até melhor, pois assim pode ter devolução caso o estado pague a dívida. Caso seja preciso um projeto de lei, a Câmara está a postos para fazer em regime de urgência de modo que a gente consiga legalizar e resolver esse problema definitivamente”, finaliza.