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Ofertar tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais ligados às Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no sistema municipal de saúde. Esse assunto está sendo levantado pelo vereador Gustavo Bonafé (PSDB), que entrou com pedido de informações na Câmara para saber quais práticas são utilizadas no município e como podem ser implementadas nas unidades de Saúde em Poços de Caldas.

O tema também foi discutido na semana passada pelo parlamentar, junto do secretário adjunto de saúde, Flávio Togni de Lima, e do professor de reiki Eduardo Fernando da Fonseca. O objetivo da reunião foi apresentar uma proposta de implementação do método reiki nos atendimentos das unidades de saúde, dentro do projeto de tratamentos alternativos já existentes no município, como a acupuntura, por exemplo.

A ideia é que os atendimentos sejam realizados pelo professor Eduardo juntamente com um grupo de voluntários, em locais cedidos pela prefeitura. Segundo o vereador, uma das vantagens de se utilizar esse tipo de terapia é o baixo custo. “Vários hospitais do mundo já utilizam o reiki e a gente percebe que adotando essa prática os custos diminuem muito, já que a estrutura é básica e ainda elimina a necessidade de medicamentos, exames e tudo isso é cientificamente comprovado. Aqui os custos seriam quase zero, já que a mão de obra seria toda voluntária”, salientou o vereador.

Implantação do método reiki nos atendimentos da saúde foi discutida em reunião (foto: assessoria da Câmara Municipal).

De acordo com o professor, a proposta foi elaborada tendo em vista o aumento da procura por tratamentos naturais e complementares e a falta de locais específicos para atendimento. “O projeto surgiu da própria necessidade das pessoas que fizeram o curso de Reiki, uma vez que querem ajudar e não têm um local específico. Alguns fazem um atendimento em casa, mas não há uma divulgação disso. Nós sabemos o benefício dessas sessões, pois trazem alegria e bem-estar, e levando isso para o sistema de saúde as pessoas poderão ser atendidas”, ressaltou.

PICs

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são recursos terapêuticos que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de doenças e da recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

Desde a sua regularização pelo Ministério da Saúde em 2006, a procura e o acesso dos usuários do SUS a esses procedimentos tem crescido significativamente.  Para se ter uma ideia, em 2016 foram mais de dois milhões de atendimentos das PICs em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo País. Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares, em mais de 7.700 estabelecimentos.

Dentre as práticas ofertadas à população no âmbito do Sistema Único de Saúde estão a homeopatia, medicina tradicional chinesa/acupuntura, medicina antroposófica, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo social/crenoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

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Davison Advogado