sábado , 18 novembro 2017
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Aos 94 anos, ex-pracinha cuida de pomar no Centro de Poços


Pomar fica na rua Ceará (foto: Camilla Resende / Poços Já).

Árvores e flores estão sempre nos cartões postais de Poços de Caldas. No entanto, na rua Ceará são as frutas que chamam atenção. Sob os cuidados do militar reformado e ex-pracinha Gonçalo Colhado, de 94 anos, um pomar com diversas espécies de frutos é cultivado na calçada.

Cheio de simpatia, Seu Gonçalo conta que toda história do pomar começou com uma muda de abacate que ganhou de presente. “Apareceu uma senhora e me deu esse pé de abacate. Só que aqui era um capinzal, a maior sujeira. Aí eu plantei o pé de abacate, e ele foi bem. Dali uma semana veio uma senhora e disse ‘olha, seu Gonçalo, que pé de abacate bonito. Eu vou trazer um pé de laranja pra você.’ E eu plantei o pé de laranja. Passaram os dias e outra senhora disse que ia trazer um pé de amora. Foram me dando e eu acabei plantando”.

Seu Gonçalo cuida com carinho das árvores frutíferas (foto: Camilla Resende/Poços Já).

Quem passa pelo local, pode ficar à vontade para saborear as frutas. Seu Gonçalo se orgulha das espécies raras que conseguiu trazer para Poços. Marmelo, orvalha, nectarina, graviola e uva rosada são frutos que ele faz questão de mostrar, além do exemplar ilustre de pau-brasil. A ideia de plantar a muda foi incentiva pela passagem constante de estudantes por ali, já que o pomar fica ao lado de uma escola. “Aqui em Poços de Caldas é pouca gente que conhece. Esse é o pau-brasil legítimo, que tem espinho. Eu plantei e as professoras vieram, deram aula pros meninos do porquê do pau-brasil. No tempo dos índios, eles precisavam muito de tinta e ferviam para fazer as tinturas para pintar os índios”, explica.

Além de todas as frutas, Seu Gonçalo plantou pés de couve, ora-pro-nóbis e melissa para quem quiser aproveitar. Entre as bandeiras e fotos que compõem a decoração junto às plantas, um cavalinho de brinquedo, apelidado de “cavalo maluco” e que anda sozinho, atrai a criançada e deixa contente o cuidador do pomar. “Às vezes passa gente e eu falo ‘você quer apostar que eu faço esse menino parar? Eu vou fazer uma mágica.’ Aí eu ponho [o cavalinho] e todo mundo espanta”, comenta sorridente.

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