quinta-feira , 23 novembro 2017
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As malas… Do “mala”!

*Léo Bougeard


Existem vários adjetivos para denominar uma pessoa vista com reservas. Uma das mais jocosas é chamar alguém de “mala”. Existem aqueles com alça e outros sem alça. O sem alça parece ser mais difícil de carregar…

Essa semana surgiu na internet a foto de, não uma, mas várias malas recheadas de notas de 100 e 50 que, no total, representam uma bolada de mais de 50 milhões, o  suficiente para gozar dos prazeres para o resto da vida e ainda atender a várias gerações.

As primeiras (e últimas) informações dão conta de que toda essa dinheirama pertenceria ao político – sempre ele – baiano, e membro do séquito do presidente Temer, Geddel Vieira, que já foi Ministro e pessoa de renome com livre trânsito nos corredores palacianos, em Brasília.

A Polícia Federal chegou ao local – um apartamento em Salvador – onde esse dinheiro estava guardado. Caso, por hipótese, Geddel confirmar ser dele todo esse dinheiro, ficará em apuros para justificar essa fortuna. Se negar, resta saber a quem pertence. Vai ser difícil alguém aparecer como dono. E se o fizer é cadeia na certa. Está aí um grande mistério para ser desvendado.

Certamente todo esse dinheiro não saiu diretamente da Casa da Moeda e foi parar no apartamento que dizem estar à disposição de Geddel. Saiu de algum banco, de uma só vez ou em várias remessas mas, com certeza, são recursos fedorentos e suspeitos. E, mais uma vez, o Banco Central mostrou ineficiência no monitoramento e  trânsito desses elevados recursos. Falta de competência ou conivência? Só o tempo vai mostrar a verdade.

Aquela célebre frase “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come” vem muito a calhar para esse episódio.

O Brasil é um país cheio de malas. São malas de todos os tipos e gêneros. Malas para guardar dinheiro, malas que transitam (sem rodinhas) livremente pelo Congresso, outras que saem de restaurantes puxadas por políticos (Loures), malas que ocupam gabinetes importantes e que não servem para nada. Dentro em breve deixarão de existir. O velho baú passará a ser objeto de cobiça, caso a impunidade se perpetue,  podendo acomodar muitos outras milhões de notinhas talvez não mais das nossas, mas aquelas – verdinhas –  que têm livre trânsito em todo o mundo e que valem três vezes mais.

O país e o mundo já sabem que esse dinheiro estava guardado num apartamento cedido ao hipercorrupto Geddel Vieira que, finalmente, foi preso pela PF. Resta saber a justificativa que ele vai dar… Enquanto isso a Maria das Couves continua presa aguardando julgamento por ter roubado uma lata de leite Ninho num supermercado de periferia  para alimentar seu filho.

Tivemos uma primeira semana de setembro recheada de novidades. Resta saber o que vai acontecer na próxima. A ÚLTIMA: DEPOIS DE Geddel já estão chamando a mala do Rocha Loures (saído do restaurante) de “necessaire”…

Galvão Bueno, locutor esportivo da Globo, deve estar perguntando: Pode isso, Arnaldo?

(Arnaldo Cesar Coelho, árbitro de futebol e comentarista, foi meu colega de escola e, para surpresa de todos,  fui técnico dele nos tempos de juventude, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Mas isso é história para outro comentário). E viva o Brasil…

* Léo Bougeard nasceu no Rio de Janeiro e estudou Ciências Políticas na Europa em 1965. Formado em Direito, foi conselheiro para o comércio exterior da Bélgica por mais de dez anos, é cidadão honorário de Poços de Caldas e ex-Secretário de Turismo. Escritor e editorialista.

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