quarta-feira , 20 setembro 2017
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“Não há nenhum resultado efetivo de redução de custos na atual administração”, afirma Paulo Tadeu

Vereador pediu ao Executivo informações sobre corte de gastos. Em estudo preliminar, ele considera economia mais publicitária que eficiente.


Parlamentar quer informações sobre economia de recursos públicos.

A economia de recursos públicos tem sido tratada como primordial desde que o prefeito Sérgio Azevedo (PSDB) assumiu a administração municipal, em janeiro deste ano. No entanto, os cortes de convênios e readequação de alguns dos serviços prestados pelo Executivo não tiveram resultados efetivos, como afirma o vereador Paulo Tadeu (PT).

Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal, o parlamentar fez um pedido de informações sobre a contenção de gastos da Prefeitura no primeiro semestre de 2017. “Posso observar que, do ponto de vista dos resultados orçamentários e financeiros do município, não há resultado efetivo de redução de custos no conjunto da administração municipal”, afirmou.

De acordo com Tadeu, o requerimento foi motivado por estudos que tem feito regularmente nos balancetes encaminhados pelo Executivo à Câmara. “Pelo contrário, há um comprometimento muito grande do orçamento já no primeiro semestre. Quero uma informação mais concreta a respeito de diferentes áreas e quanto, de fato, está sendo economizado. Eventualmente, o efeito publicitário da economia pode ser muito positivo para o governo, mas o efeito negativo para a população é muito grande”, concluiu.

Serviços Públicos

Em pé de guerra declarado com o secretário de Serviços Públicos, Thiago Biagioni, Paulo Tadeu apontou uma série de falhas na pasta, que considera estar equivocada ao acabar com alguns serviços a fim de reduzir gastos.

Segundo o vereador, a varrição nos bairros é um dos trabalhos que Biagioni resolveu cortar. “[Os bairros] só serão varridos quando solicitados pela população. Isso é um retrocesso inimaginável. Uma visão administrativa absolutamente entorpecida e míope, na medida que a varrição não é apenas questão estética, mas também de saúde pública”, finalizou.

Poços Já Política entrou em contato com Biagioni. Ele informou que o serviço de varrição de bairros foi readequado e repassado para servidores públicos municipais, gerando economia de R$ 200 a R$ 250 mil por mês. “Em agosto do ano passado, a Vina, que era responsável por esse serviço de varrição, recebeu R$ 222 mil por 3,4 mil quilômetros varridos. Todo esse trecho hoje é varrido por servidores próprios da Prefeitura que foram remanejados, alguns estavam atuando no Cemitério, nas praças e em parques”, explicou.

Além disso, o secretário ressalta que atualmente existem cerca de 30 funcionários responsáveis pela limpeza nos bairros. “Temos três equipes, de dez pessoas cada, que fazem diariamente o rodízio de limpeza nos bairros. A população tem elogiado bastante isso, dizendo que está até muito melhor do que era antigamente”, ressalta.

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