segunda-feira , 21 agosto 2017
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TENSÃO | Paulo Tadeu rebate declarações de secretário de Serviços Públicos

Para parlamentar, Thiago Biagioni foi “infeliz e equivocado”. Secretário afirma que conflito começou após questionamento do vereador.


O clima entre o vereador Paulo Tadeu (PT) e o secretário de Serviços Públicos, Thiago Biagioni, não está dos melhores. Durante a última sessão da Câmara Municipal de Poços de Caldas, realizada nesta terça-feira (8), o parlamentar deu entrevista à imprensa sobre as respostas enviadas pelo secretário ao pedido de informações nº557, referente a afirmações feitas por Biagioni com relação ao desvio de dinheiro público da funerária municipal.

“Esse pedido de informações teve sua origem numa declaração infeliz e equivocada do secretário de Serviços Públicos, que tentou fazer crer que os problemas da funerária eram circunscritos ao período de 2013 a 2016 e, ao mesmo tempo, bravateando como é de seu hábito, dizendo que esta administração não varreria sujeira para baixo do tapete”, explicou o vereador.

A polêmica surgiu depois de uma entrevista que Biagioni cedeu ao Poços Já Política, na qual revelou que os serviços antes feitos dentro do próprio Cemitério, agora estão a cargo da divisão de fiscalização de posturas da Secretaria. Na ocasião, o secretário afirmou que esta mudança foi necessária para evitar problemas como os ocorridos ano passado, quando foi aberta uma sindicância que apurou desvios de mais de R$ 360 mil da funerária municipal durante a gestão anterior. O secretário também usou sua página pessoal no Facebook para falar sobre o assunto.

Diante das declarações, Paulo Tadeu e Maria Cecília Opípari apresentaram no plenário o requerimento que questionava algumas das afirmações feitas por Biagioni. “Houve uma apuração de problemas no Cemitério desde o ano de 2008. Portanto, são oito anos de análise, desmentindo categoricamente aquela insinuação de que se tratava do período da administração anterior . Respondendo pergunta minha, ele [Biagioni] disse que achava errado que apenas esta administração concluísse os procedimentos referentes àquela comissão de sindicância, sendo que o relatório da comissão de sindicância foi enviado ao chefe do Executivo no dia 3 de janeiro de 2017. Portanto, já estava concluído na administração anterior, e só cabia [à atual administração] mesmo as providências subsequentes que cabem ao procurador do município. Não sei se o secretário leu o que me mandou”, pontuou.

Requerimento

Em resposta ao requerimento dos parlamentares, Biagioni informou que a Secretaria Municipal de Controle Interno apurou o desvio de R$ 358.647,19 (trezentos e cinquenta e oito mil, seiscentos e quarenta e sete reais e dezenove centavos) da Funerária Municipal no período de janeiro de 2008 a abril de 2015.

Questionado sobre o motivo de não ter enviado o relatório de fiscalização à Câmara, rebateu: “A Procuradoria-Geral do Município, em 07 de março de 2017, através do memorando n°072/17, elaborou respostas para o Senhor Prefeito em relação ao Requerimento nº 75/2017 desta Câmara Municipal, o qual solicitou informações de irregularidades na Funerária Municipal. Vale dizer que a Procuradoria também enviou junto a tais respostas, xerox do perquirido relatório e da respectiva decisão administrativa”, finalizou.

Resposta

Poços Já Política também procurou o secretário de Serviços Públicos, Thiago Biagioni, que rebateu as críticas, afirmando que: “Um fato não exclui o outro. Houve desvio na administração passada, sim. Houve em outras administrações também. Esse foi o resultado da sindicância aberta, que foi instaurada no período do governo do Eloísio, mas somente foi concluída em janeiro deste ano”, declarou.

O secretário também relembrou que o conflito começou depois de um questionamento do vereador às mudanças feitas por esta administração. “Quando a gente fez a redistribuição do serviço de limpeza e transferimos servidores que antes eram do Cemitério para as ruas. Foi levantado o questionamento sobre possíveis irregularidades dentro do Cemitério. Na ocasião, eu respondi a ele que irregularidades, nesta administração, não existem”, reiterou.

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