segunda-feira , 18 dezembro 2017
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Aos amigos uma confissão… Aos demais, apenas tristeza

*Leo Bougeard


Fico pensando com meus botões o que nos espera, num futuro próximo, para esse grande Brasil que continua deitado em berço esplendido e, pelo visto, vai continuar assim por um bom tempo.

Vimos, recentemente, o jogo de barganhas e de interesses escusos na Câmara de Deputados em Brasília. Uma vergonha. Um puro jogo de toma lá dá cá! Enquanto isso, o país cresce de forma sofrível e incompatível com o seu grande potencial. Um PIB medíocre. Mais de 14 milhões de pessoas sem emprego e um aumento galopante da miséria. Universidades federais fechando por falta de recursos, milhões retornando ao Bolsa-Família por necessidade de sobrevivência, hospitais de câncer para crianças interrompendo atendimentos. Isso sem falar nos cortes para a  Polícia Rodoviária Federal e no aumento do preço do combustível que reflete em todos os segmentos da economia. Será que é esse o desejo de todos nós, pobres mortais, que não usufruímos das benesses governamentais e obrigados a contar migalhas para cumprir com os compromissos de sustento da família?

Os mais idosos tentam vislumbrar um destino saudável e próspero para os netos e se deparam com uma esperança minguada e de poucas oportunidades. Certamente não foi isso que, na juventude, essa geração já carcomida pelo tempo sonhou para o nosso país.

A luz no fim do túnel parece que se apagou definitivamente. Difícil acreditar que Temer ficará até fins de 2018 sem sofrer um desgaste imensurável e com graves reflexos na nossa economia.

Venho dizendo, insistentemente, que o processo de moralização não se dá em Brasília, mas sim e principalmente nos municípios, pois é aqui que o eleitor exerce o seu supremo direito de eleger seus representantes. Em 2018 teremos uma eleição complicada com grande número de candidatos querendo se eleger. Na urna eletrônica serão escolhidos os postulantes para Presidente da República, dois Senadores, Governador, Deputado Federal e Estadual. A cabeça do eleitor vai ferver e grande número de votos em branco e de abstenções deverão atingir recordes nunca imagináveis. Os espertos já estão lançando suas amarras, buscando acordos e tentando ampliar seus domínios em municípios vizinhos e redutos importantes  na ânsia de obter bons e consistentes votos. Tudo é feito secretamente, por baixo dos panos, de forma dissimulada. Antes, eram concorrentes e inimigos políticos e agora possíveis amigos e correligionários bradando pelos mesmos ideais. Tudo em prol de interesses pessoais.

Infelizmente os partidos políticos nos municípios possuem pouca ou nenhuma força nas próximas eleições. As candidaturas serão impostas e teremos que engolir os candidatos que nos forem apresentados. Faz parte do processo.

Só aqueles que militam ou perambulam pelos bastidores da política é que sabem o que ocorre e, via de regra, são, às vezes, também manipulados e em alguns casos recebendo rasteiras como aconteceu recentemente na santa terrinha das águas sulfurosas.

Outubro está chegando. Até lá algumas cartas – definições – serão colocadas no pano verde da mesa do jogo. Certos candidatos já têm as suas marcadas e colocadas estrategicamente no bolso do colete. Outros, movidos pela soberba e pela ambição a qualquer custo, ainda pensam que poderão levar vantagem. Pura ilusão.

Muita água ainda vai rolar… Muitas surpresas deverão surgir… E os eleitores vão ficar estarrecidos com tanta podridão. O jogo está apenas começando…

* Léo Bougeard nasceu no Rio de Janeiro e estudou Ciências Políticas na Europa em 1965. Formado em Direito, foi conselheiro para o comércio exterior da Bélgica por mais de dez anos, é cidadão honorário de Poços de Caldas e ex-Secretário de Turismo. Escritor e editorialista.

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